Uma derrota nas grandes penalidades na final da Supertaça frente ao Al Ahli, dez vitórias seguidas no início da Liga saudita, a pior fase da temporada com um empate e três desaires consecutivos. No início de janeiro, tudo parecia perdido para um Al Nassr afastado da Taça, longe da liderança no Campeonato e ainda sem ter compromissos mais complicados na Liga dos Campeões 2. No início de janeiro começou um percurso que acabaria por entrar na história da equipa de Riade: 18 triunfos consecutivos, dos quais 15 em partidas para a Liga como o clube nunca conseguira, ascensão à liderança da principal competição saudita e possibilidade de juntar a isso nova presença numa final. O que faltava? A 19.ª vitória. E era no Dubai que tudo se jogava.
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“É uma meia-final mas consideramos uma final. Nos jogos a eliminar não há resultados pré-determinados. Jogamos como confiança e queremos qualificar-nos para a final. Para isso é preciso jogar bem e respeitar o adversário. Esperamos dez jogadores estrangeiros a jogarem pelo Al Ahli, incluindo jogadores de renome que representaram equipas grandes na Europa. A maioria das equipas, à exceção do Al Nassr, conta com muitos jogadores estrangeiros, mas estamos prontos. Os jogadores sabem da importância deste encontro. Não vamos mudar as ideias táticas com que começámos a temporada. Respeitamos o adversário, não chegaram às meias-finais vindos do nada. São uma equipa que merece respeito e vamos preparar-nos para competirmos no campo”, destacara o técnico Jorge Jesus no lançamento da partida desta quarta-feira frente ao Al Ahli de Doha, que se seguia à goleada diante do Al Wasl, dos EAU, por 4-0, também no Dubai.
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Desta vez não houve marca de Ronaldo mas nem por isso a vitória de expressiva deixou de aparecer, com o Al Nassr a superar o mau início de jogo para partir para nova goleada por claros 5-1 numa meia-final a uma única mão depois da suspensão de encontros pela tensão no Médio Oriente, tendo agora pela frente a equipa japonesa do Gamba Osaka na decisão que se vai jogar a 17 de maio. Ou seja, contas feitas, o capitão da Seleção está mais perto de fechar a temporada com dois títulos antes do Campeonato do Mundo nos EUA, México e Canadá e de poder realizar mais um sonho antes de terminar a carreira: poder jogar ao lado do filho, Cristianinho, que estará a ser equacionado para o plantel sénior do Al Nassr para a próxima época.
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O encontro começou a todo o gás, com Fettouhi a atirar perto da trave da baliza de Bento (1′) e Sadio Mané, isolado na área, a perder o duelo com Marwan Badreldin (3′). Seguiu-se outra oportunidade soberana para o lado do Al Ahli e com dois nomes conhecidos dos adeptos do Benfica como protagonistas: Julian Draxler, que passou pela Luz por empréstimo do PSG, permitiu a defesa a Bento, guarda-redes brasileiro que esteve na lista de opções dos encarnados quando jogada no Athl. Paranaense, numa grande penalidade (8′). O nulo mantinha-se mas não seria por muito tempo, com a formação de Doha a materializar a boa entrada em jogo através de uma jogada individual de Yansane com remate cruzado que acabou por fazer o 1-0 (11′).
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Os problemas defensivos do Al Nassr, que nem mesmo com a recente colocação do espanhol Iñigo Martínez como lateral esquerdo estancaram (Simakan faz dupla com Abdulelah Al-Amri no meio), continuavam a vir ao de cima, numa equipa de tração ofensiva que voltava a contar com Brozovic, Ângelo, Coman, Sadio Mané, João Félix e Cristiano Ronaldo do meio-campo para a frente. No entanto, houve um momento que acabou por inverter o rumo do jogo: o empate apenas dois minutos, com Coman a aproveitar também as fragilidades contrárias sem bola para avançar para o 1×1 e rematar sem hipóteses (13′). Estava dado o mote para a reviravolta, que iria praticamente terminar com a história do encontro ainda na primeira parte após o 2-1 de Ângelo na sequência de uma assistência de Mané (23′) e o 3-1 de Coman, sozinho na área (45+8′).
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O Al Ahli, que depois de um bom arranque de encontro acabou por revelar todas as fragilidades que nem mesmo os tais jogadores “estrangeiros” conseguiram disfarçar, estava rendido com o terceiro golo sofrido no último minuto de descontos da primeira parte, não conseguindo impedir o total domínio do Al Nassr no reatamento para aumentar o volume da vitória com mais dois golos, primeiro com Coman a completar o hat-trick num remate cruzado na área antes de sair com problemas físicos (63′) e depois com Abdullah Al-Hamdan, acabado de render Cristiano Ronaldo, com uma grande oportunidade também para marcar mas que teve um toque demasiado para a frente quando ia isolado, a encostar após assistência de Ângelo (80′).
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