A primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal tinha ficado marcada pelas críticas de Sporting e de FC Porto à arbitragem de Cláudio Pereira. Os dragões falavam de uma alegada agressão não assinalada de Luis Suárez a Jan Bednarek e dos gestos de “roubo” do avançado colombiano no final da primeira parte, os leões apontavam um segundo amarelo claro por mostrar a Alberto Costa após falta dura sobre Geny Catamo nos minutos antes do intervalo (altura em que o lateral acabaria por ser substituído). Ponto comum a todas as análises? Tinha sido um risco o Conselho de Arbitragem apostar num árbitro com menos experiência num encontro com estas características, algo que acabaria por não acontecer nas partidas que se seguiram, entre um Benfica-FC Porto e um Sporting-Benfica, ambos para o Campeonato e dirigidos por João Pinheiro.
Apesar dessa pressão mediática, o Conselho de Arbitragem voltou a nomear um árbitro com uma menor experiência em jogos grandes, neste caso Miguel Nogueira, árbitro de 32 anos da Associação de Futebol de Lisboa que fez a estreia em clássicos esta temporada no nulo entre FC Porto e Benfica e que voltava agora a um grande palco para dirigir o segundo jogo dos dragões em 2025/26 e já o quarto dos leões, depois das presenças nos triunfos com P. Ferreira (3-2) e V. Guimarães (4-1) e no empate com o Sp. Braga (2-2). No final, e ao contrário do que aconteceu por exemplo no último dérbi, sobraram críticas… da parte dos dragões.
[Ouça aqui a análise do ex-árbitro Pedro Henriques no Sem Falta da Rádio Observador]
https://observador.pt/programas/sem-falta/fcp-x-scp-cartao-vermelho-por-mostrar-a-cada-lado/
Os minutos iniciais, que de futebol teve pouco ou nada entre os cartões que iam sendo disparados para os dois bancos (incluindo um vermelho a Lucho González), ficaram marcados por dois lances que não deram sanção… nem sequer falta. No primeiro, William Gomes atingiu Maxi Araújo de forma dura mas o árbitro já tinha assinalado lançamento lateral depois da bola ter passado a linha. Logo a seguir, Gonçalo Inácio não conseguiu impediu que William Gomes chegasse mais rápido, pontapeou o jogador portista com a jogada a seguir e acabaria por ser o central leonino a ter de ser substituído logo aos 11′ por Zeno Debast.
[Clique nas imagens para ver os casos do FC Porto-Sporting em vídeo]
Até ao intervalo, o FC Porto ficou a reclamar três lances na área do Sporting: um em que Alberto Costa fez uma jogada de trás para a frente e acabou no chão após chocar com Zeno Debast (31′), outra em que Gabri Veiga rematou na área após assistência de Pietuszewski mas viu a tentativa intercetada no chão por Debast (42′) e uma terceira logo no minuto seguinte com William Gomes a cair depois de dividir o lance com Quenda (43′). Os ânimos continuavam tensos, entre muitos protestos junto do árbitro ao intervalo. Houve também um lance que passou quase despercebido mas que acabaria depois por ser criticados pelos leões, quando Gabri Veiga teve uma entrada dura sobre Hjulmand num lance que tinha Trincão por perto (16′).
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A segunda parte teve menos lances de análise nas áreas e apenas dois na parte disciplinar, primeiro com o banco do Sporting a pedir cartão para Pepê num lance mais duro em que travou uma saída do Sporting e, a um minuto dos 90′, na jogada em que Alan Varela atingiu com violência Luis Suárez, vendo numa primeira instância cartão amarelo mas sendo de seguida expulso com vermelho direto após revisão VAR.