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(A) :: Trump terá feito lista de aliados "bons" e "maus" da NATO para distinguir quem ajudou EUA na guerra contra o Irão

Trump terá feito lista de aliados "bons" e "maus" da NATO para distinguir quem ajudou EUA na guerra contra o Irão

Documento terá uma síntese do papel de cada aliado dentro da NATO. Estratégia da Casa Branca passará por recompensar aliados e sancionar os que não ajudaram Washington durante o confronto com Teerão.

Manuel Nobre Monteiro
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A administração Trump terá elaborado uma lista de países “bons” e “maus” da NATO com o objetivo de distinguir aqueles que ajudaram os Estados Unidos durante a guerra no Irão e os que recusaram prestar qualquer apoio, noticiou esta quarta-feira o jornal Politico.

De acordo com diplomatas europeus e um membro do Governo norte-americano, o documento foi feito antes da visita deste mês do secretário-geral da aliança, Mark Rutte, a Washington e inclui uma síntese do papel de cada aliado dentro da NATO, organizando os países por diferentes níveis. A Casa Branca mantém os pormenores confidenciais, mas, de acordo com as fontes, a estratégia consiste em recompensar os aliados e sancionar aqueles que não corresponderam às expectativas dos Estados Unidos durante o confronto com Teerão.

Em dezembro do ano passado, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, já tinha anunciado que “os aliados exemplares que assumirem o seu papel, como Israel, a Coreia do Sul, a Polónia, cada vez mais a Alemanha, os países bálticos e outros, receberão apoio especial”, enquanto “os aliados que continuem a não cumprir a sua parte na defesa coletiva enfrentarão consequências“.

As mesmas fontes indicaram ao Politico que países como a Roménia, a Bulgária e a Polónia estarão na lista dos beneficiados por estarem disponíveis para acolher mais tropas norte-americanas. Por seu turno, Espanha, Reino Unido e França estarão na lista dos “maus”, uma vez que recusaram ajudar Donald Trump na guerra contra o Irão.

Por definir estará, ainda, o tipo de medidas que poderão ser aplicadas aos “maus”. Segundo o jornal, a administração Trump ainda não terá definido a forma como irá penalizar os “aliados problemáticos”. Uma das possibilidades em cima da mesa passa por redistribuir as forças militares norte-americanas entre países, sendo que esta opção levanta dúvidas uma vez que a transferência de tropas de uma base europeia para outra tem custos muito elevados e demoraria tempo.

https://observador.pt/2026/04/09/trump-planeia-punir-paises-da-nato-que-nao-apoiaram-eua-na-guerra-do-irao-nato-nao-esteve-la-quando-precisamos/

A informação de que este documento existe vem a público numa altura em que Trump continua a criticar a aliança atlântica, questionando a utilidade da NATO e ameaçando retirar-se se os aliados não responderem às exigências de Washington.

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