A mudança na gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) foi “a certa”, assumiu a ministra do Trabalho que exonerou Ana Jorge da instituição e colocou, no seu lugar, de provedor, Paulo Sousa.
“Na altura em que tivemos de tomar a decisão de substituição da mesa, pela qual o Governo foi tão criticado, foi uma decisão muito difícil mas hoje é uma decisão que se comprova que foi a certa”, salientou Maria do Rosário Palma Ramalho, em audição parlamentar que decorreu esta quarta-feira.
Para a governante, “a SCML, sob esta nova gestão, não só teve o ano de 2025 com resultado financeiro melhor em 17 anos, de 43,6 milhões euros, recuperou a sua saúde financeira, como conseguiu em 2025 que o plano reestruturação financeira que me foi apresentado, e que estranhamente não existia, não consigo perceber, tenha uma taxa de execução de 63,4%”. Esse plano de reestruturação vai por isso ser tornado em plano estratégico.
https://observador.pt/2026/04/09/santa-casa-com-lucro-de-436-milhoes-de-euros-em-2025-o-valor-mais-alto-dos-ultimos-17-anos/
“Estamos outra vez nos carris”, diz, salientando que ao mesmo tempo “a SCML aumentou, consolidou a sua ação social, que é a sua missão”.
Maria do Rosário Palma Ramalho aproveitou, aliás, para criticar o anterior governo já que, disse, “esta trajetória de recuperação da sustentabilidade da instituição contrasta com o resultado de 2,4 milhões de euros, em 2023, só alcançado graças a uma transferência ‘extraordinária’ de 34 milhões do Instituto da Segurança Social para a instituição [Santa Casa]”.