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Moedas garante que não abandona Hub do Mar e reavalia projeto sem verbas do PRR

Presidente da Câmara diz que projeto não se qualificou como prioridade máxima na execução dos fundos europeus. "Vamos continuar a trabalhar no projeto, infelizmente não o podemos fazer no PRR."

Agência Lusa
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O presidente da Câmara de Lisboa disse esta terça-feira que o projeto do Hub do Mar não pode ser executado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas garantiu que não foi abandonado e está a ser reavaliado.

“Eu não abandono o projeto, estamos a reavaliá-lo, mas ele não pôde ser feito no âmbito do PRR”, afirmou Carlos Moedas (PSD) na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

O autarca tinha sido questionado sobre o projeto pelos deputados municipais João Monteiro (Livre), Maria Escaja (BE) e António Morgado (PAN), mas foi apenas com a insistência do deputado do PAN que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) abordou a questão.

O Observador avançou que Carlos Moedas desistiu do projeto de criação de um Hub do Mar em Lisboa, um polo de desenvolvimento científico e empresarial ligado ao mar na Doca de Pedrouços, que tinha um financiamento de mais de 30 milhões de euros do PRR.

https://observador.pt/2026/04/19/moedas-desiste-de-criar-fabrica-dos-unicornios-do-mar-que-tinha-assegurados-30-milhoes-do-prr/

Fonte oficial da Câmara de Lisboa explicou ao Observador que a opção de não prosseguir com o projeto está relacionada com “as especificidades técnicas do projeto e o calendário apertado do PRR”.

Carlos Moedas apontou esta terça-feira que a CML teve de definir prioridades no âmbito do PRR e que o Hub do Mar não se qualificou como prioridade máxima, que, vincou, foi dada à habitação. Ainda assim, o autarca garantiu: “Vamos continuar a trabalhar no projeto, infelizmente não o podemos fazer no PRR”.

Posteriormente, no âmbito da apreciação das contas do município de 2025, o deputado do PS Hugo Lobo considerou que a declaração de Carlos Moedas sobre o ‘Hub’ do Mar foi “muito vaga e muito pouco esclarecedora”, pedindo que o vereador Diogo Moura (CDS-PP), que assumiu a apresentação do projeto no mandato anterior, explicasse o que correu mal.

Em resposta, o vice-presidente CML, Gonçalo Reis (PSD), disse que “não foi possível enquadrar os calendários do projeto do Hub do Mar e das especificidades com o calendário do PRR e, portanto, não se prosseguiu com esse projeto, devolveram-se as verbas”.

Contudo, acrescentou, o executivo municipal encontrará “seguramente” outras formas de desenvolver projetos relevantes em áreas semelhantes.

Registando a “discrepância” com as declarações do presidente da CML, Hugo Lobo anunciou que irá requer a audição do vereador Diogo Moura na 2.ª Comissão Permanente da AML, que tem as áreas de economia, turismo e cultura.

Apelidado por Carlos Moedas como ‘Hub’ dos Futuros Unicórnios do Mar, o projeto pretende ser “uma infraestrutura com capacidade de cimentar e potenciar uma economia azul sustentável e circular, que contribua para robustecer um ecossistema altamente inovador e empreendedor”.

Pretende ainda promover “atividades de investigação e inovação, prototipagem e testagem, funcionando como um elo agregador, gerador de complementaridades e de sinergias que potenciem as condições ideais para o sucesso de soluções inovadoras e de novos negócios”.

O projeto do Hub do Mar integrou o programa eleitoral da coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) nas eleições autárquicas de setembro de 2021, em que o social-democrata Carlos Moedas derrotou o socialista Fernando Medina na conquista da presidência da Câmara de Lisboa, mas já constava entre as 15 principais medidas de Carlos Moedas para a cidade na campanha para as últimas autárquicas, em outubro.

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