Acompanhe o nosso liveblog sobre a guerra no Médio Oriente
As autoridades iranianas intensificaram a aplicação da pena capital esta semana, com a execução de três homens condenados por alegada espionagem a favor da Mossad, os serviços secretos israelitas.
Na manhã de segunda-feira, Mohammad Masoum Shahi e Hamed Validi foram executados. A acusação a ambos, de acordo com a agência Tasnim, sustenta que receberam formação especializada em comunicações seguras, na identificação de locais sensíveis e ainda na produção de engenhos explosivos. As condenações basearam-se em crimes de “inimizade contra Deus” e colaboração com o “regime sionista”, escreve o portal judicial iraniano Mizan, citado pelos media internacionais.
https://twitter.com/RojhelatInfo_En/status/2046092516953370634
A acusação alega ainda que o grupo realizou ataques incendiários contra instalações militares e edifícios públicos, enviando provas visuais das ações para contactos no estrangeiro em troca de pagamentos em criptomoedas. A rede estaria já sob vigilância das autoridades no momento em que terá recebido novas instruções para atacar alvos na capital iraniana.
Já esta terça-feira, o regime confirmou o enforcamento de um terceiro homem, Amirali Mirjafari, acusado de liderar uma unidade “anti-segurança” ligada à Mossad. Mirjafari foi condenado pelo incêndio da mesquita Qolhak, em Teerão, durante os protestos de janeiro. Embora os relatos oficiais indiquem que o arguido confessou a autoria dos ataques com engenhos incendiários, organizações como o Conselho Nacional da Resistência do Irão — braço político do grupo Mojahedin-e Khalq (MeK) — têm alertado repetidamente para a extração de confissões sob coação e tortura no sistema judicial iraniano, noticia a imprensa internacional.
https://twitter.com/RojhelatInfo_En/status/2046521114046668826
Para o chefe do poder judicial do Irão, há que acelerar os processos. “É preciso acelerar a emissão de sentenças de execução e o confisco de bens”, declarou Gholam Hossein Mohseni Ejei, visando todos os acusados de envolvimento em distúrbios ou de suposta colaboração com potências como Israel e os Estados Unidos. Numa reunião transmitida pela televisão estatal iranina com a cúpula do judiciário, o magistrado instou os tribunais a uma maior celeridade na punição de crimes que, no entender de Teerão, servem interesses estrangeiros.
O recurso recorrente à pena máxima permanece um elemento central na prolongada guerra de bastidores entre Teerão e Telavive há longos anos.
[Um beijo no primeiro encontro e três viagens em menos de três meses. Ao 85.º dia de relação, o aspirante a modelo matou o cronista social. “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, conta os bastidores nunca revelados da investigação a um crime brutal. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, o terceiro episódio e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio e aqui o segundo]
