O dinheiro retido na União Europeia poderá finalmente ser entregue à Ucrânia após as sucessivas tentativas de Viktor Orbán de impedir o financiamento do país envolvido no conflito com a Rússia. O primeiro-ministro pró-Putin que perdeu as eleições para o opositor Péter Magyar no passado dia 13, era o único obstáculo à atribuição do fundo europeu, passível de aprovação na reunião de quarta-feira sobre o orçamento da UE.
Citada pela agência noticiosa Ukrinform, a Comissária Europeia para o Alargamento, Marta Kos, declarou na segunda-feira que o empréstimo deve avançar “assim que o petróleo voltar a fluir pelo oleoduto Druzhba”, o que pode acontecer “nos próximos dias”.
Em causa está o abastecimento da Húngria com a matéria-prima proveniente da Rússia, através de um canal que atravessa a vizinha Ucrânia. Inoperacional desde janeiro, devido a um bombardeamento com origem em Moscovo, foi o alegado motivo pelo qual Orbán bloqueou o empréstimo — apesar de se ter oposto à iniciativa de apoio a Kiev muito antes da falha de funcionamento.
No discurso já citado, Kos reiterou a determinação de integrar a Ucrânia na União Europeia. “Com o apoio do novo Governo húngaro, o Conselho da UE poderá em breve abrir oficialmente todos os grupos de negociação”, afirmou.