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(A) :: Luva, máscara e um dérbi onde só sobrou a invencibilidade: Sporting e Benfica voltam a empatar na fase regular do Campeonato

Luva, máscara e um dérbi onde só sobrou a invencibilidade: Sporting e Benfica voltam a empatar na fase regular do Campeonato

Sporting não conseguiu ganhar pela primeira vez o dérbi, Benfica voltou a não bater rival no Campeonato e quinto duelo da época fechou com um empate que segurou invencibilidade dos encarnados (2-2).

Bruno Roseiro
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Por um lado, a invencibilidade. Por outro, a possibilidade de acabar a fase regular na segunda posição. Para ambos, uma questão de orgulho que está presente em qualquer dérbi de qualquer modalidade. Sporting e Benfica fechavam a 24.ª e antepenúltima jornada do Campeonato no Pavilhão João Rocha depois de sortes diferentes no fecho dos grupos da Liga dos Campeões e, apesar de já não haver muito por decidir à primeira vista, tinham objetivos bem definidos para aquele que seria já o quinto duelo na presente temporada.

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“Sabemos da importância do jogo. São três pontos que nos interessam e que queremos, porque jogamos em casa e pela classificação, para tentar manter este segundo lugar que nos daria vantagem numa possível meia-final do playoff. Queremos ganhar porque queremos ganhar, porque sabemos o que vem aí. A equipa está bem, sabe que fez um bom jogo em Barcelos com alguns fatores externos aos próprios jogadores. Saímos de lá satisfeitos com o que fizemos, não com o resultado. Esta é a fase melhor da época, a fase das finais, das decisões. O Sporting trabalhou durante todo o ano para estar nestas decisões. Estamos nas três competições, com vontade de disputar e ganhar”, apontara Edo Bosch, técnico dos leões, passando ao lado da derrota na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões frente ao campeão Óquei de Barcelos.

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“Vai ser um jogo de hóquei em patins muito intenso, muito físico, e que, à partida, não é primordial no Campeonato. Mas é um dérbi, queremos ganhar e vamos dar tudo para levar a vitória para casa. Ganhar é sempre o objetivo em todos os jogos mas, se me derem a escolher, quero é ganhar os títulos. Ambiente? Nós sabemos que a nossa parte vai estar cheia, como sempre, os nossos adeptos vão fazer mais barulho do que nunca”, destacara o internacional espanhol Nil Roca, que não se mostrava tão preocupado com a questão de manter a invencibilidade na competição e colocava o foco na conquista de títulos na presente temporada.

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Por mais que o Sporting tivesse definida uma presença no top 4 antes da fase de playoffs, por mais que o Benfica tivesse já assegurado o primeiro lugar antes da parte a eliminar da competição, o quinto dérbi tinha outras histórias por definir, entre a possibilidade de os leões voltarem ao segundo lugar à frente de FC Porto e Óquei de Barcelos e a ambição dos encarnados em manter a invencibilidade num caminho que somava até aqui 21 triunfos e dois empates. E, após um claro domínio do conjunto da Luz nos quatro dérbis anteriores, entre os triunfos na final da Elite Cup e nas duas voltas da fase de grupos da Champions e um empate na primeira volta do Campeonato, tudo voltou a terminar com uma igualdade que acabou por favorecer mais os encarnados, que ficaram com a passadeira estendida para terminarem a fase regular sem derrotas.

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A partida começou praticamente com o golo inaugural do Sporting, que nasceu de uma saída rápida que foi conduzida por Nolito Romero e teve assistência de Facundo Navarro ao segundo poste para o desvio de Rafa Bessa (1′). Os leões estavam mais intensos, conseguiam criar mais problemas do que é habitual à defesa dos encarnados e voltaram a ter outros remates com perigo travados por Pedro Henriques numa altura de power play por um cartão azul a Roberto Di Benedetto (5′). Edu Castro parava o encontro para corrigir situações de jogo mas continuava a ser o conjunto verde e branco a estar com ligeira supremacia na partida, entre alguns despiques mais acesos como o que aconteceu entre Pau Bargalló e Rafa Bessa. Só mesmo na parte final, com Zé Miranda a dar o mote e o subir de linhas das águias a beneficiar o jogo entre Bargalló e João Rodrigues, o encontro começou a mudar de figura, com o internacional espanhol a aproveitar um erro numa saída dos leões para aproveitar a vantagem numérica e fazer o empate já perto do intervalo (24′).

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Ficava tudo em aberto para uma segunda parte que voltou a começar com golos… mas para os dois lados: Rafa Bessa recolocou o Sporting na frente numa saída rápida depois de uma defesa de Xano Edo a remate de Zé Miranda (29′), o mesmo Zé Miranda fez o 2-2 pouco depois em mais uma grande iniciativa individual que foi culminada com um toque em jeito por cima do guarda-redes leonino (31′). Esse lance acabou por colocar o Benfica pela primeira vez de forma assumida no comando do encontro mas nem mesmo numa situação de power play por cartão azul a Diogo Barata (38′) os encarnados conseguiram materializar esse ascendente, com o dérbi a terminar de uma forma equilibrada, com nove faltas para cada equipa e com duas grandes intervenções dos guarda-redes a impedirem que existisse um vencedor, primeiro com a luva de Pedro Henriques a evitar o golo de Nolito e depois com a máscara da Xano Edo a tirar o golo a Bargalló.

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