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Corrupção e tráfico de influências. Associação de direita pede 24 anos de prisão para a mulher de Pedro Sánchez

Associação de direita responsável pela acusação pede 24 anos de prisão à mulher de Sánchez por quatro crimes. Pede ainda medidas cautelares — como a retirada do passaporte a Begoña Gómez.

José Carlos Duarte
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A acusação liderada pela associação de direita Hazte Oír — uma das entidades que apresentaram queixa no processo judicial que envolve a mulher do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez — anunciou por escrito esta segunda-feira que vai pedir 24 anos de prisão para Begoña Gómez, no âmbito da alegada rede de influência que lhe é atribuída.

Segundo avança a imprensa espanhola, a acusação atribuiu quatro alegados crimes a Begoña Gómez: tráfico de influências, corrupção nos negócios, desvio de fundos públicos e apropriação indevida.

Na semana passada, o juiz de instrução Juan Carlos Peinado já tinha decidido processar a mulher do secretário-geral socialista precisamente por esses quatro crimes. Ainda assim, o Ministério Público espanhol tem pedido o arquivamento do caso, enquanto a associação Hazte Oír insiste em levar Begoña Gómez a julgamento.

https://observador.pt/2026/04/13/mulher-do-chefe-do-governo-espanhol-pedro-sanchez-processada-por-quatro-crimes/

Neste momento, a associação Hazte Oír pode insistir na abertura do julgamento contra a mulher de Pedro Sánchez e pode recorrer contra um eventual arquivamento. Cabe agora ao juiz Juan Carlos Peinado decidir se abre ou não o julgamento com base nas acusações da frente de acusação liderada pela associação católica e de direita Hazte Oír.

E não é apenas pelos eventuais crimes de Begoña Gómez. A associação pede ainda 22 anos de prisão para uma das assistentes da mulher de Pedro Sánchez, Cristina Álvarez, e seis anos de prisão para o empresário Juan Carlos Barrabés, que terá estado envolvido nos alegados crimes.

Além disso, segundo indica a imprensa espanhola, a Hazte Oír pede que Pedro Sánchez seja uma das testemunhas do processo. Em simultâneo, pede aplicação de medidas cautelares para Begoña Gómez — como a proibição de sair de Espanha sem autorização judicial, a retirada do passaporte e a obrigação de aparecer a cada 15 dias perante o juiz.

https://observador.pt/especiais/begonagate-as-investigacoes-da-justica-a-mulher-de-pedro-sanchez-que-desgastam-a-imagem-do-governo-espanhol/

Na origem do processo judicial estão as acusações a Begoña Gómez de usar a posição de mulher de Pedro Sánchez para favorecer empresas com as quais tinha ligações na obtenção de contratos públicos e apoios estatais, em troca de benefícios para os seus projetos académicos e profissionais.

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