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INEM. Taxa de inoperacionalidade das VMER aumenta e atinge valor mais alto dos últimos 12 anos

Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação ficaram paradas mais de 10 mil horas no ano passado. Falta de tripulação, que deve ser assegurada pelos hospitais, é a principal razão para as falhas.

Tiago Caeiro
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A taxa de operacionalidade das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) atingiu, em 2025, o valor mais elevado dos últimos 12 anos, avançou o Jornal de Notícias, e confirmou o Observador no portal que monitoriza os indicadores de desempenha do INEM. Ao todo, ao longo do ano passado, estas viaturas, acionadas em casos graves, estiveram inoperacionais mais de 10 mil horas.

Em 2025, a taxa de inoperacionalidade das 44 VMER do país cifrou-se nos 2,61%, um aumento em relação aos 1,98% de 2024. O valor registado no ano passado é mesmo o mais alto desde 2013, quando a taxa se fixou nos 4,1%. Depois de registar valores elevados entre 2011 e 2023, entre os 4,1 e os 6,9%, a taxa de inoperacionalidade das VMER começou a diminuir de forma drástica, até atingir o valor mais baixo em 2018, com apenas 0,72%.

A partir desse ano, registou-se uma subida paulatina neste indicador, até 2022, com 1,92%. Depois de uma quebra em 2023, a taxa de operacionalidade da VMER voltou a aumentar em 2024 e 2025.

Ao todo, em 2025, as VMER estiveram paradas durante 10.080 horas, mais 2427 do que no anterior.

https://observador.pt/2025/09/01/camara-de-portalegre-reivindica-vmer-operacional-24-horas-a-unidade-medica-do-alto-alentejo/

A falta de tripulação continua a ser a principal condicionante da operacionalidade das VMER. “As VMER são tripuladas por equipas médicas dos hospitais onde estão integradas, sendo responsabilidade do hospital garantir a escala de recursos humanos afeta à viatura”, ressalva o INEM, em resposta ao JN. Os meses em que se registou uma maior operacionlidade das viaturas em 2025 foram os de agosto e julho, com 3,85% e 2,98%, respetivamente — meses em que, tradicionalmente, se concentram as férias de verão dos profissionais de saúde. Cada VMER é tripulada por um médico e um enfermeiro.

Uma pequena parte das situações de inoperacionalidade deve-se a manutenção, avarias ou o tempo necessário para substituição de viaturas.

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