Margarida Maldonado Freitas libertou-se dos botões em Coração de Viana que marcaram o seu look na tomada de posse de António José Seguro em março, apostando numa opção mais segura no segundo dia da primeira visita oficial do marido. No Palácio Real em Madrid, junto do rei Felipe VI e da rainha Letizia, a farmacêutica surgiu num vestido num tom de verde pastel, de manga francesa e com um corte que afina ligeiramente na cintura. Ao Observador, a costureira habitual da mulher de António José Seguro, Audrys Hernández, garantiu que a criação não é do atelier das Caldas da Rainha.
Criando uma narrativa visual de harmonia, que sugere o entendimento entre os dois países, as mulheres dos chefes de Estado de Portugal e Espanha escolheram ambas vestidos com cortes semelhantes e tons que seguem o mesmo registo, acompanhados por brincos discretos e saltos altos ligeiros. Enquanto Margarida Maldonado Freitas apostou no verde água, Letizia voltou a fazer do rosa claro a sua cor, com um vestido midi, de manga francesa e com um decote que sugere um decote em barco, mas com mais estrutura. A combinar, uns saltos Carolina Herrera, também em rosa pastel, com um duplo laço.
Além de sincronizadas, a escolha de Letizia por um vestido neste tom evoca ainda os seus primeiros tempos como membro da realeza, e dá assim as boas-vindas institucionais à mulher de António José Seguro. A marcar este simbolismo estão também as joias usadas pela rainha de Espanha: optou por um conjunto Yanes que possui desde os tempos em que era princesa das Astúrias, com uns brincos e um anel de flor, feitos em madrepérola.


Apesar de ao segundo dia ter deixado a filigrana para traz, Margarida Maldonado Freitas manteve a tradição da tomada de posse, desta vez invocando um símbolo feminino, ao invés do amor, fé e identidade que os três Corações de Viana que serviram de botões para o vestido que usou em março transmitiram. Este domingo, durante a receção na residência do embaixador de Portugal em Madrid, José Augusto Duarte, onde o casal foi recebido por cerca de 40 jovens portugueses que estudam ou trabalham em Espanha, Margarida Maldonado Freitas fez da filigrana mais uma vez a peça central do look através de uns brincos de modelo Rainha, popularizados durante o reinado de D. Maria II (1819-1853) e vistos, na época, como um símbolo de riqueza e de estatuto. A peça foi combinada com um blazer branco, que deixava escapar uma camisa em polka dots branca e preta, e umas calças pretas de corte reto. Também este visual não é da autoria de Audrys Hernández.
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