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O Estreito de Ormuz continua a ser o ponto de pressão do regime iraniano sobre os Estados Unidos. Após o Irão ter acusado a Casa Branca de “exigências maximalistas” na mesa das negociações, Teerão voltou a encerrar o Estreito de Ormuz. Este domingo, praticamente não houve tráfego marítimo. A Guarda Revolucionária emitiu mesmo um aviso formal de que qualquer navio que transite pelo Estreito de Ormuz sem permissão estará a “colaborar com o inimigo”.
Em retaliação, os Estados Unidos da América (EUA) apreenderam um navio com bandeira iraniana no Mar Arábico que tentava contornar o bloqueio. A dois dias do final do cessar-fogo temporário terminar, os norte-americanos também exerceram pressão sobre o regime iraniano. O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a ameaçar que “vai explodir” com o Irão se este não aceitar um acordo de paz.
No Líbano, apesar da trégua de dez dias anunciada, os conflitos continuaram entre militantes do Hezbollah e as Forças de Defesa de Israel. Telavive está a demolir edifícios no sul de território libanês, ponderando manter uma zona de segurança e ocupação além da fronteira. Por sua vez, dois soldados israelitas morreram após a milícia xiita aliada do Irão ter colocado — antes da trégua temporária —, dispositivos explosivos nas bases militares de Israel.
Pode recordar os acontecimentos de domingo aqui e acompanhar aqui o artigo em direto entretanto aberto nesta segunda-feira.
https://observador.pt/2026/04/19/estreito-de-ormuz-abriu-mas-em-poucas-horas-voltou-a-fechar-e-navios-foram-atingidos-a-tiro-o-que-aconteceu-no-ultimo-dia-de-guerra/
No Irão:
- A Guarda Revolucionária Islâmica reiterou que encerraria totalmente o Estreito de Ormuz até que os Estados Unidos levantem o bloqueio naval aos portos iranianos. Este domingo, praticamente não houve tráfego marítimo.
- Neste sentido, a Guarda Revolucionária emitiu um aviso formal de que qualquer navio que transite pelo Estreito de Ormuz sem permissão estará a “colaborar com o inimigo” e será alvo de ataque.
- Um dirigente iraniano confirmou à CNN Internacional que os navios que paguem “taxas de segurança” de cerca de dois milhões de dólares (cerca de 1,7 milhões de euros) e cumpram os protocolos do IRGC terão prioridade no trânsito pelo Estreito.
- Em resposta, o Presidente norte-americano anunciou que forças norte-americanas intercetaram e controlaram um navio iraniano no Mar Arábico que tentava contornar o bloqueio. O Comando Central dos EUA confirmou a apreensão do cargueiro com bandeira iraniana. O Irão inicialmente recusou a veracidade desta informação.
- Donald Trump assinalou que os Estados Unidos vão “explodir com todo o país” se o Irão não assinar um acordo de paz que o Presidente garantiu ser “razoável”.
- Apesar de ainda estarem em curso os preparativos para uma segunda ronda de negociações entre o Irão e os Estados Unidos no Paquistão esta segunda-feira, Teerão recusou participar se o bloqueio naval norte-americano continuar.
- O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sublinhou que o Presidente Donald Trump não tem justificação para privar o Irão dos seus direitos nucleares. Os Estados Unidos desejam que os iranianos abdiquem totalmente do seu programa nuclear — um ponto que está a motivar vários desacordos durante as negociações.
- O líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, descreveu um acordo de paz final como estando ainda “distante”.
- Um comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária disse que o Irão está a atualizar e a repor os seus lançadores de mísseis e drones a um ritmo superior ao anterior à guerra.
- O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, frisou que é necessário chegar a um “quadro de entendimento” antes de prosseguir com as negociações, rejeitando as exigências “maximalistas” de Washington.
- A Polícia iraniana deteve cerca de 100 pessoas alegadamente ligadas a “grupos terroristas”, dando conta de que apreendeu armas, equipamentos de vigilância e cerca de 6.000 dispositivos de espionagem.
- O Ministério da Ciência do Irão confirmou que 180 membros da comunidade científica foram mortos na guerra, incluindo 18 estudantes e uma professora universitária.
- O Ministro da Educação, Alireza Kazemi, anunciou que o governo não tem planos para retomar o ensino presencial nos próximos tempos.
- Apesar da tensão naval, a Autoridade de Aviação Civil anunciou a reabertura gradual do espaço aéreo, com a retoma de voos internacionais a partir do aeroporto de Teerão para segunda-feira.
Em Israel e no Líbano:
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O cessar-fogo de dez dias em vigor foi várias vezes violado. As Forças de Defesa de Israel demoliram vários edifícios em várias localidades do sul do Líbano e incendiou habitações na aldeia de Qantara, seguindo as indicações do ministro da Defesa, Israel Katz, que ordenou que as tropas utilizem “força total” e procedam à demolição de casas em aldeias fronteiriças que tenham sido utilizadas pelo Hezbollah.
- Dois soldados israelitas foram mortos e 37 ficaram feridos em operações no sul do Líbano nas últimas 24 horas. A maioria destas ocorrências nos soldados da IDF foi causada por dispositivos explosivos colocados em posições de Israel pelo Hezbollah antes do cessar-fogo.
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As Forças de Defesa de Israel publicaram um mapa que define uma nova linha de implantação militar no sul do Líbano (entre 5 e 10 quilómetros do interior), sugerindo a intenção de manter uma zona de segurança e ocupação além da fronteira, incluindo controlo de pontes e da área a sul do rio Litani.
- Houve confrontos diretos entre forças israelitas e combatentes do Hezbollah em Deir Seryan, no sudeste do Líbano.
- As forças israelitas passaram a controlar uma nova posição militar em Aitaal Shaab, no sudoeste do Líbano.
- Israel confirmou a morte de Ali Reda Abbas, comandante do setor de Bint Jbeil do Hezbollah, ocorrida num ataque anterior ao cessar-fogo temporário.
- O secretário-geral do Hezbollah, Naim Kassem, classificou a proposta de cessar-fogo do Departamento de Estado dos EUA como um “insulto” para o Líbano.
- O presidente da Câmara de Telavive, Ron Huldai, anunciou que mais de mil habitações na cidade estão inabitáveis devido aos ataques sofridos durante a guerra.
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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, contextualizou o confronto com o Irão como uma “batalha de civilização contra a barbárie”, envolvendo Israel e os Estados Unidos.
- Foi anunciado que está agendada para a próxima semana uma reunião preparatória entre dirigentes libaneses e israelitas para definir a data e local de negociações diretas.
Nos Países do Golfo
- As autoridades do Kuwait detiveram o jornalista americano-kuwaitiano Ahmed Shihab-Eldin, desaparecido há seis semanas, na sequência da divulgação de informações comprometedoras sobre o conflito com o Irão.
No resto do mundo:
- As forças de segurança da Síria desmantelaram uma célula ligada ao Hezbollah no sul do país, apreendendo rockets que seriam lançados contra Israel e detendo duas pessoas.
- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, condenou o ataque de sábado que resultou na morte de um soldado francês da UNIFIL no Líbano.
- O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, regressou a Islamabad após ter estado em encontros diplomáticos na Arábia Saudita, Qatar e Turquia para preparar a mediação do conflito.
- O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, Badr Abdelatty, expressou esperança de que um acordo final possa ser alcançado “nos próximos dias”.
- Na mesma linha, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, mostrou-se otimista quanto à extensão do cessar-fogo de duas semanas que expira na próxima quarta-feira.
- O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, deu a entender que as negociações com o Irão estão a avançar bem, apesar das tensões mediáticas.
[Depois de assassinar Carlos Castro, Renato Seabra vai passar 95 dias numa ala psiquiátrica. É lá que diz ter agido como um instrumento de Deus e ser “Jesus Cristo”.
