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(A) :: Sismo violento de magnitude 7,7 registado ao largo do Japão. Emitidos alertas de tsunami e de novo sismo superior a 8,0

Sismo violento de magnitude 7,7 registado ao largo do Japão. Emitidos alertas de tsunami e de novo sismo superior a 8,0

Sismo ocorreu às 16h53 (08h53 em Lisboa) no Pacífico e fez abanar grandes edifícios até Tóquio. Governo pede para moradores saírem das zonas de risco. Onda de 80cm já foi registada no porto de Kuji.

Agência Lusa
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Manuel Nobre Monteiro
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Um violento sismo de magnitude 7,7 atingiu esta segunda-feira o norte do Japão, anunciou a Agência Meteorológica Japonesa (JMA). O abalo, inicialmente avaliado em 7,4, ocorreu às 16h53 locais (8h53 em Lisboa) nas águas do Pacífico, ao largo da costa norte da prefeitura de Iwate. Foram emitidos alertas de tsunami, com ondas que podem atingir os três metros, e de novo sismo de magnitude superior a 8,0.

Cerca de 40 minutos após o sismo, uma onda de tsunami de 80 centímetros atingiu o porto de Kuji, no Iwate. A onda foi registada às 17h34 (9h34 em Lisboa). A emissora pública japonesa, a NHK, lembrou que “mesmo as ondas pequenas, com 80 centímetros, são suficientemente poderosas para derrubar pessoas”.

Sanae Takaichi, a primeira-ministra do Japão, divulgou uma mensagem na rede social X na qual pede aos moradores para se dirigirem “imediatamente para áreas elevadas e mais seguras”.

“Embora não seja certo que um sismo de grandes proporções venha efetivamente a ocorrer, pedimos que tomem medidas de preparação para catástrofes”, disse, também, um membro do Governo japonês em declarações aos jornalistas.

https://twitter.com/CAO_BOUSAI/status/2046139420487913915

Os tremores de 7,5 foram tão violentos que fizeram abanar grandes edifícios até Tóquio, a várias centenas de quilómetros de distância. As autoridades não reportaram imediatamente vítimas ou danos.

https://twitter.com/visegrad24/status/2046144931178184830

A JMA alertou que são de esperar danos causados pelas ondas do tsunami.

O Japão assenta sobre o chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e sofre sismos com relativa frequência, pelo que as suas infraestruturas estão especialmente concebidas para resistir a tremores.