Milhares de soldados filipinos e norte-americanos, acompanhados pela primeira vez por um importante contingente japonês, iniciaram esta segunda-feira exercícios militares anuais nas Filipinas, num contexto de tensões regionais crescentes.
Mais de 17 mil militares das forças terrestres, aéreas e navais participam nas manobras “Balikatan” (“ombro a ombro”, em tagalo), um número semelhante ao da edição do ano passado. França, Austrália, Nova Zelândia e Canadá também prestam apoio.
Os exercícios decorrem no norte das Filipinas, voltados para Taiwan — ilha reivindicada por Pequim — e para o mar do Sul da China, onde Manila e Pequim mantêm disputas territoriais.
Estão previstos exercícios com fogo real. As Forças Armadas japonesas, representadas por cerca de 1.400 militares, vão afundar um navio com um míssil de cruzeiro, indicou o porta-voz filipino das manobras, Dennis Hernandez.
“Balikatan (…) constitui uma oportunidade para evidenciar a nossa sólida aliança com as Filipinas e demonstrar o nosso compromisso com um Indo-Pacífico livre e aberto”, afirmou o porta-voz norte-americano, Robert Bunn, antes do início dos exercícios.
Segundo o mesmo responsável, a participação de Washington — que realiza um dos seus maiores destacamentos dos últimos anos — não foi afetada pela guerra no Médio Oriente, embora tenha recusado avançar o número exato de militares norte-americanos envolvidos.
O conflito, desencadeado em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, provocou uma crise energética global, com impacto particular nas Filipinas, dependentes de importações de combustíveis.
As manobras ocorrem também num momento em que a China mantém pressão militar em torno de Taiwan.
Em agosto e novamente em novembro, o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., alertou que o país deve preparar-se para um eventual envolvimento num conflito relacionado com Taiwan, onde trabalham muitos cidadãos filipinos.
Em fevereiro, Estados Unidos, Japão e Filipinas realizaram exercícios aéreos e navais junto ao canal de Bashi, uma via estratégica entre Taiwan e o arquipélago filipino. Pequim condenou as operações, acusando Manila de “perturbar a paz e a estabilidade na região”.
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