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(A) :: Mou, do gesto final codificado a como descodificar o dérbi: "Estrategicamente, o Benfica fez um jogo fantástico"

Mou, do gesto final codificado a como descodificar o dérbi: "Estrategicamente, o Benfica fez um jogo fantástico"

Mourinho aumentou série de dez jogos sem derrotas frente ao Sporting, ganhou com a terceira equipa diferente em Alvalade e acabou a partida a elogiar tudo e todos – incluindo as três equipas em campo.

Bruno Roseiro
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Uma imagem, mais do que mil palavras – mas sem uma descodificação feita pelo próprio na conferência de imprensa, deixando para quem quiser a interpretação daquilo que tinha sido feito no final do encontro. Aí, José Mourinho, igual a si mesmo, apontou para o símbolo do M que tinha na camisola a acenar e levou depois o dedo à zona lateral da cabeça como quem diz “É preciso saber pensar para levar a melhor”. Por outra ordem de ideias, na forma como tentou explicar o triunfo frente ao Sporting em Alvalade, a explicação estava mais do que dada. Como é habitual ao longo do trajeto como técnico, Mourinho saiu a sorrir do dérbi.

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Ao todo, e em dez encontros realizados contra o Sporting, o técnico agora dos encarnados leva sete vitórias e três empates, sendo que este foi o terceiro triunfo em Alvalade por outras tantas equipas: em 2002/03 pelo FC Porto, em 2014/15 pelo Chelsea, agora em 2025/26 pelo Benfica. Com isso, o técnico não só mantém o registo sem qualquer derrota nos encontros grandes a contar para o Campeonato na presente temporada como prolongou a atual série sem desaires dos encarnados na prova, num total de 45 (a 11 do recorde). E, por isso, sobraram elogios a tudo e todos no final da partida, incluindo a própria equipa de arbitragem apesar dos momentos mais tensos que foi tendo na zona técnica do banco sobretudo na primeira parte.

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“Sinto-me feliz, foi um fantástico jogo. Digo sempre que para os jogos serem fantásticos tem que haver três grandes equipas. Acho que a arbitragem foi de alto nível. Estrategicamente, o Benfica fez um jogo fantástico e o Sporting foi Sporting. Estádio lindo, comentava do banco antes do jogo… Tudo o que o sportinguismo meteu no estádio e os nossos benfiquistas lá em cima. Se calhar se o empate fosse um bom resultado para ambos teria sido diferente, mas depois do 1-1 o Sporting e o Benfica quiseram ganhar. Tinha três ótimos jogadores no banco para mudar a intensidade, aproveitar a velocidade do Rafa, do Lukebakio e do Pavlidis, a fazer o inverso do Ivanovic. Num jogo partido pode falar-se em felicidade do Benfica. Podia também falar-se em infelicidade se fosse o Sporting porque fizemos um jogo extraordinário”, comentou.

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“O Sporting joga muito, coloca muita gente entre linhas. O Trincão e o Pote por vezes fazem um quadrado com o Morita e o Hjulmand. Bem sei que o Sporting tem duas bolas ao poste mas nós temos várias boas oportunidades de golo. Fizemos um jogo muito bem conseguido”, prosseguiu o técnico à SportTV, antes de abordar aquilo que pretendia do encontro em termos táticos e também a hipótese de ir ao segundo lugar.

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“O Ivanovic é um jogador que procura mais a profundidade e que nos dá muita saída, principalmente contra equipas como o Sporting, que pressionam alto. Estica muito e tem uma energia física e mental muito grande. Acho que correu tudo muito bem”, explicou. “Continuamos a depender dos outros. A minha frustração no Casa Pia foi porque foi naquele momento que deixámos de depender de nós. Queria vir aqui para ganhar e ser segundo. Viemos aqui e ganhámos, mas continuamos a depender dos outros”, concluiu na flash.

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