No início da semana, John Brennan reacendeu a tensão política em Washington ao afirmar que a 25.ª Emenda da Constituição dos EUA foi “escrita a pensar em Donald Trump”. Esta sexta-feira, a investigação judicial que o tem como alvo sofreu uma alteração. A procuradora que liderava o caso foi afastada pelo Departamento de Justiça norte-americano, após ter resistido a pressões para apresentar rapidamente acusações contra o ex-diretor da CIA, avança a CNN Internacional.
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A investigação que visa John Brennan está ligada a uma das questões mais persistentes da presidência de Trump: uma avaliação dos serviços de informações que apurou que a Rússia interferiu nas eleições de 2016, com o objetivo de o ajudar a ganhar a Casa Branca. Em causa estão suspeitas de que o ex-diretor da agência terá mentido ao Congresso sobre essa avaliação dos serviços secretos realizada anos antes, num processo conduzido no Distrito Sul da Florida.
Segundo fontes citadas pela CNN, a procuradora Maria Medetis Long já notificou os advogados das partes envolvidas sobre a mudança. Durante vários meses, esteve à frente do processo descrito como “politicamente sensível” pela cadeia norte-americana, num contexto marcado por crescentes exigências de Donald Trump.
Nos últimos meses, os procuradores e investigadores envolvidos no caso terão resistido a pressões para acelerar uma acusação, por considerarem que o processo não apresenta uma base suficientemente sólida. Apesar dessas reservas, a investigação mantém-se em curso e poderá vir a ser remetida a um tribunal federal em Washington, D.C. Aliás, os responsáveis têm ouvido testemunhas e emitido novas intimações, sinalizando que o caso avança — ainda que não ao ritmo pretendido pela liderança do Departamento de Justiça.
Responsáveis do Departamento reuniram-se com o procurador federal de Miami, Jason Reding Quiñones, e outros elementos do seu gabinete para analisar o andamento da investigação, nas últimas semanas. Quiñones terá informado que a eventual apresentação de acusações poderia ainda demorar meses — uma perspetiva que terá sido considerada inaceitável por altos responsáveis judiciais.
Em comunicado, o Departamento de Justiça defendeu que é prática comum redistribuir procuradores entre processos, sublinhando que tal visa uma gestão mais eficaz dos recursos. “É perfeitamente saudável e normal alterar a composição das equipas jurídicas”, referia a nota.
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