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Pelo menos 12 países prometeram contribuir militarmente para uma missão defensiva que ajude a desbloquear o Estreito de Ormuz, anunciou esta sexta-feira o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Starmer, que compareceu perante a imprensa em Paris ao lado do Presidente francês, Emmanuel Macron, do chanceler alemão, Friedrich Merz, e da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, no final de uma conferência de preparação dessa missão na qual participaram cerca de cinquenta países, indicou que na próxima semana será realizada em Londres “uma conferência de planeamento militar”.
Tanto Merz como Meloni mostraram-se dispostos, na mesma conferência de imprensa, a contribuir militarmente para essas operações, embora o chanceler alemão tenha salientado que gostaria de “contar com a participação dos Estados Unidos”.
“Após o fim das hostilidades, podemos prever uma missão das Forças Armadas alemãs no âmbito de uma missão internacional (…) E também gostaríamos de contar com a participação dos Estados Unidos”, indicou Merz.
Por seu lado, Meloni condicionou a participação italiana à aprovação do parlamento e comparou a eventual missão no Estreito de Ormuz àquela em que a Itália participa no âmbito da operação da UE Aspides, cujo objetivo é fornecer escolta aos navios mercantes que passam pelo Mar Vermelho sob a ameaça dos rebeldes Huthis do Iémen.
“Estamos a concentrar-nos na situação dos navios que se encontram no Estreito de Ormuz. É necessário garantir que não haja minas e tranquilizar o setor marítimo”, afirmou a primeira-ministra italiana.
O líder britânico explicou que a missão será liderada pelo Reino Unido e pela França, que será estritamente defensiva e que se desenvolverá “no âmbito de um cessar-fogo” que deve ser consolidado entre os Estados Unidos e o Irão.
Starmer não revelou os nomes dos países que já se mostraram dispostos a contribuir com meios militares para a reabertura desse Estreito, pelo qual, antes da guerra, circulava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos no mundo.
Ainda assim, convidou “todos os países com interesse em manter a livre circulação do comércio mundial” a juntarem-se a esta iniciativa.
“A reabertura do estreito é uma necessidade global e uma responsabilidade global. Temos de agir para que a energia e os bens comerciais circulem livremente novamente, para que os preços baixem”, continuou.
“Os nossos cidadãos precisam que a paz e a estabilidade regressem e nós cumpriremos plenamente o nosso papel”, acrescentou.
Depois de o Irão ter anunciado a reabertura do Estreito de Ormuz, que mantinha bloqueado, o principal obstáculo a esta missão poderá vir dos Estados Unidos, uma vez que o Presidente norte-americano, Donald Trump, recomendou aos parceiros da NATO que se mantivessem afastados do Estreito de Ormuz “a menos que apenas queiram carregar os seus navios de petróleo”.
O líder republicano tem repetidamente criticado os membros da Aliança Atlântica por não participarem no conflito, acusando a NATO de ser “um tigre de papel”, e ameaçou mesmo retirar Washington da Aliança.
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