Carlos Moedas vai ter um espaço de comentário em horário nobre na estação de televisão Now, do grupo MediaLivre. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa fará análise da situação política num programa de autor, transmitido em horário nobre. A estreia de Moedas neste registo deverá acontecer ainda este mês.
O Observador sabe que o Now, do mesmo grupo do Correio da Manhã, CMTV, revista Sábado e outras publicações, quer fazer de Carlos Moedas uma das referências do canal — canal que conta já com figuras como Fernando Medina, Duarte Cordeiro, apontados como eventuais sucessores de José Luís Carneiro no PS, Pedro Santana Lopes, Isaltino Morais, José Luís Arnaut, Américo Aguiar ou Luís Paixão Martins.
Os valores do contrato de Carlos Moedas não são conhecidos, ainda que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa esteja obrigado a documentá-los junto da Entidade para a Transparência (EpT), que funciona junto do Tribunal Constitucional.
O social-democrata ganha um espaço de opinião privilegiado numa altura em que conseguiu uma estabilidade política que não teve durante os seus primeiros quatro anos de mandato. Depois das eleições de outubro 2025, Moedas fez um acordo com Ana Simões Silva, dissidente do Chega desde janeiro, e conseguiu maioria no executivo camarário. Também na Assembleia Municipal, Moedas tem condições muito favoráveis para fazer aprovar as suas propostas.
Carlos Moedas segue assim o exemplo de António Costa, que também vestiu o fato de comentador televisivo quando era ainda presidente da Câmara Municipal de Lisboa — espaço privilegiado que permitiu que se consolidasse como uma figura incontornável no processo de sucessão de José Sócrates.
O segundo mandato de Carlos Moedas — que terminará, previsivelmente, em 2029, — será muito importante para o futuro político do autarca, uma vez que tem condições únicas para deixar a sua marca na cidade. Coincidentemente, termina no mesmo ano em que Luís Montenegro deveria terminar o seu segundo mandato como primeiro-ministro — isto se a legislatura chegar até ao fim. Um e outro terão de decidir, mais tarde, se se vão ou não recandidatar aos respetivos cargos para um terceiro mandato.