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Sondagens: José Luís Carneiro é o preferido para governar o país. PS lidera atualmente as intenções de voto

PS aparece pela primeira vez na frente desde as eleições de maio de 2025, indicam duas sondagens. Crescimento do partido é mais visível em Lisboa e Porto. Carneiro é o preferido para liderar Governo.

Manuel Nobre Monteiro
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O Partido Socialista surge como o principal beneficiado pelo desgaste do Governo e lidera atualmente as intenções de voto, segundo duas sondagens divulgadas esta quinta-feira pelo Correio da Manhã e pelo Diário de Notícias.

De acordo com o barómetro da Intercampus para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios, o PS aparece pela primeira vez desde as eleições de maio de 2025 na frente, com 23,4% das intenções de voto. Os socialistas ultrapassam assim a Aliança Democrática (AD), que regista 20,6% — menos 2,8 pontos percentuais —, e o Chega, agora remetido para a terceira posição, com 19%.

A sondagem foi realizada já depois das tempestades que atingiram grande parte do país no início do ano e numa altura marcada pelo aumento do custo de vida. Os dados indicam também que José Luís Carneiro é o preferido dos inquiridos para liderar o Governo.

Também uma segunda sondagem da Aximage divulgada pelo Diário de Notícias aponta no mesmo sentido, colocando o PS na liderança. Neste caso, os socialistas reúnem 30,6% das intenções de voto, contra 24,3% do Partido Social Democrata e 23,6% do Chega. Trata-se da maior distância registada até agora em sondagens entre socialistas e sociais-democratas, superior a seis pontos percentuais.

Em quarto lugar surge a Iniciativa Liberal, com 7%, seguida do Livre, que apresenta 5,8% das intenções de voto. Surgem, depois, a CDU com 2,5%, o PAN com 1,8% e Bloco de Esquerda com 0,8%.

O crescimento do PS é particularmente visível nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, onde se verifica um reforço da intenção de voto no partido.

A mesma sondagem revela, ainda, um aumento do descontentamento com o Governo: 54% dos inquiridos atribuem uma avaliação negativa ao Executivo de Luís Montenegro, enquanto 17% classificam a sua atuação como muito negativa.