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(A) :: IL critica atraso na reabertura de museu "inaugurado" em outubro em Braga

IL critica atraso na reabertura de museu "inaugurado" em outubro em Braga

Após ser questionado por Rui Rocha, o presidente da câmara de Braga afirmou que "o Museu da Imagem terá sido, aparentemente, inaugurado em outubro, mas a obra não estava terminada".

Agência Lusa
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O vereador da Iniciativa Liberal na Câmara de Braga, Rui Rocha, criticou esta segunda-feira a demora na reabertura do Museu da Imagem, naquela cidade, sublinhando que as obras de requalificação foram “inauguradas” em outubro de 2025.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo, Rui Rocha disse que este dossiê dá consistência à máxima “prometer como nunca, adiar como sempre”, que considera vigorar em Braga.

“Ficámos a saber agora, algo surpreendentemente, que o Museu da Imagem foi inaugurado [em outubro de 2025] sem estar a obra concluída. Há coisas surpreendentes em Braga, esta é mais uma delas”, referiu.

Rui Rocha questionou o presidente da Câmara, João Rodrigues, que respondeu que só em inícios deste mês é que ficou concluído o sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC).

“O Museu da Imagem terá sido, aparentemente, inaugurado em outubro, mas a obra não estava terminada“, disse João Rodrigues.

Garantiu que, apesar de fazer parte do executivo, como vereador da maioria liderada por Ricardo Rio, não esteve naquela “inauguração” e que só teve conhecimento dela “pelos jornais”.

Sobre a reabertura do Museu, João Rodrigues não se comprometeu com prazos.

“Quando a obra estiver pronta, quando a programação estiver pronta, o Museu da Imagem vai ser inaugurado”, disse apenas.

O museu esteve fechado desde 2019, devido à falta de condições sobretudo ao nível das coberturas e do isolamento.

Entrou em obras de reabilitação, que foram anunciadas como concluídas em 31 de outubro de 2025, dia em que houve uma visita ao edifício por parte do então presidente da Câmara, Ricardo Rio, e de outros membros do executivo.

Num investimento superior a 500 mil euros, a intervenção passou pela modernização de todo o edifício e reforço das condições de acolhimento ao público, de trabalho interno e de conservação do património.

A empreitada compreendeu o restauro das caixilharias originais em madeira e ferro, com reforço de proteção e durabilidade, o tratamento e renovação das fachadas e pavimentos, e a melhoria das condições de acessibilidade, circulação e conforto térmico.

Passou ainda pelo tratamento especializado dos elementos em granito, eliminando infiltrações e patologias associadas à humidade, renovação de coberturas, tetos e sistemas técnicos essenciais ao funcionamento do museu, e melhoria de espaços técnicos e de arquivo, reforçando a conservação do acervo.

Inscrito num conjunto edificado composto por uma casa do século XIX e pela Torre de Menagem da antiga muralha medieval (século XIV), o Museu da Imagem afirma-se como um equipamento cultural singular no panorama nacional, dedicado à fotografia e ao vídeo.