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Lufthansa diz assegurar cerca de 75% dos voos durante a greve esta segunda e terça-feira

Durante a greve, convocada devido a conflitos sobre pensões e remunerações dos trabalhadores, a Lufthansa vai assegurar cerca de um terço dos voos de curta distância e metade dos de longa distância.

Agência Lusa
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A Lufthansa garantiu esta segunda-feira que cerca de 75% dos seus voos deverão ser assegurados durante a greve desta segunda-feira e terça-feira convocada pelo sindicato de pilotos Vereinigung Cockpit.

Contactada pela agência de notícias France Presse (AFP), a Lufthansa garantiu que a taxa de voos mantidos em todo o grupo, ascende a “cerca de 75%”.

Cerca de um terço dos voos de curta distância e metade dos voos de longa distância serão assegurados pela marca Lufthansa durante a greve, convocada devido a conflitos sobre as pensões e a remuneração dos trabalhadores.

Na Eurowings, filial da Lufthansa, onde o sindicato dos pilotos Vereinigung Cockpit (VC) convocou uma greve de apenas um dia, a taxa de voos mantidos ascende a cerca de 60%, segundo o grupo.

A greve afeta os voos da marca Lufthansa e os das filiais CityLine e Eurowings, bem como os da divisão de carga Lufthansa Cargo.

Contactado pela AFP, o sindicato VC ainda não estava em condições de fornecer os seus próprios números.

Segundo uma porta-voz do aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha, “cerca de 570 voos” foram esta segunda-feira cancelados em todo o tráfego aéreo, incluindo, por isso, outras companhias, o que representa cerca de 43% dos voos.

No sábado, um porta-voz da Lufthansa tinha qualificado a greve como uma “escala sem precedentes” e declarado que a principal reivindicação do sindicato, “que consiste em duplicar um regime de pensões empresarial já superior à média e excelente, é absurda e irrealizável”.

Segundo o presidente do sindicato VC, Andreas Pinheiro, “os empregadores não demonstraram qualquer vontade concreta de encontrar uma solução ao longo de vários conflitos coletivos”.

Ainda assim, Andreas Pinheiro afirmou deixar a porta aberta ao diálogo, uma vez que “os empregadores têm, a qualquer momento, a possibilidade de evitar a greve apresentando propostas negociáveis”.

A última greve dos pilotos da Lufthansa e das suas filiais remonta aos dias 12 e 13 de março deste ano.