Os patrões, que tinham decidido não participar na reunião desta segunda-feira com UGT e Ministério do Trabalho, conforme avançado pelo Observador, acabaram a fazer marcha atrás e vão optar por ir, mas não serão os presidentes a comparecer.
Para já chegaram ao Ministério do Trabalho, Rafael Rocha, diretor geral da CIP, e Nuno Bernardo, secretário geral da CTP.
As confederações patronais — CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal, CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, CIP – Confederação Empresarial de Portugal e CTP – Confederação do Turismo de Portugal — tinham decidido não participar na reunião desta segunda-feira, em resultado da postura da UGT. Os patrões já no domingo tinham feito um comunicado a criticar a UGT.
https://observador.pt/2026/04/12/confederacoes-lamentam-que-ugt-tenha-rejeitado-proposta-de-acordo-e-falam-em-deterioracao-da-confianca/
Na mesma ocasião que tinham decidido não participar optaram por aguardar a reunião com o Presidente da República. Mas agora e depois de alguma pressão voltam atrás e vão ao Ministério do Trabalho, disse ao Observador fonte de uma das confederações.
A UGT, que depois do Secretariado Nacional ter dito não à reforma laboral que estava a ser negociada, voltou a reunir-se com o Ministério do Trabalho, pedindo um documento por escrito com as últimas cedências, conforme o Observador avançou sexta-feira. Essa reunião da UGT com o Ministério decorreu na sexta-feira.
No comunicado de domingo, as confederações já diziam que “o que se deteriorou, infelizmente, no fim deste processo, foi a confiança. Erodiu-se esse princípio negocial básico que é o elemento que permite que uma negociação avance apesar das divergências e das discordâncias”. E que, por isso, “nestas circunstâncias, encaramos com agrado a vontade publicamente manifestada pelo Senhor Presidente da República de reunir com as Confederações Patronais, as quais aproveitarão a oportunidade para explicar detalhadamente os avanços obtidos até à última versão, na sua esmagadora maioria consensualizados, sobre a revisão das leis laborais”. E já remetiam “declarações adicionais para momento posterior às audiências com o Senhor Presidente da República”.
(Notícia atualizada com o recuo dos patrões e com a referência a quem está presente na reunião)