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Peru estende votação nas mesas que não abriram por falta de material eleitoral

Mais de 63 mil eleitores não puderam votar no domingo em 211 mesas de votação localizadas em 15 locais de vários distritos de Lima e duas cidades dos EUA por atrasos na distribuição do material.

Agência Lusa
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A máxima instância eleitoral do Peru prolongou a votação das eleições gerais peruanas até esta segunda-feira, nas mesas de voto que não abriram devido ao atraso na distribuição do material eleitoral.

A votação vai decorrer nestas mesas até às 18h00 desta segunda-feira (00h00 de terça-feira em Lisboa).

O presidente do Jurado Nacional de Eleições (JNE) do Peru, Roberto Burneo, declarou que a medida foi aprovada tendo em conta as deficiências que se verificaram na distribuição do material, a cargo do Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em castelhano), e “com o objetivo de que nenhum cidadão seja impedido de exercer o seu direito de voto”.

A decisão da sessão plenária do JNE determinou o prolongamento do horário da instalação das mesas de voto até esta segunda-feira, 13 de abril, entre as 7h00 e as 14h00 (13h00 e as 20h00 em Lisboa), e do horário de votação até às 18h00 locais nas mesas de Lima, onde o material não chegou no domingo, bem como em duas cidades dos Estados Unidos, Orlando e Patterson.

Minutos antes, o ONPE confirmou que 63.300 eleitores não puderam votar no domingo em 211 mesas de votação localizadas em 15 locais de vários distritos de Lima, devido a atrasos na distribuição do material, atribuídos à empresa contratada para essa tarefa.

Além disso, o comunicado do JNE considerou solicitar ao Governo que facilite a disponibilização dos centros de ensino e que as forças armadas garantam a segurança do pessoal eleitoral.

Nesse sentido, o órgão eleitoral máximo pediu que as proibições relativas à propaganda eleitoral se mantenham até esta segunda-feira e exortou a que não sejam divulgadas sondagens sobre os resultados da votação.

Mais de 10 mil mesas de voto nas eleições geerais do Peru fecharam no domingo, após um longo dia de votação durante 10 horas, apesar dos apelos de alguns candidatos para que o horário de votação fosse alargado.

A votação terminou às 18h00 de domingo (00h00 de segunda-feira em Lisboa), uma hora mais tarde do que inicialmente previsto, após as autoridades eleitorais terem prolongado o horário devido aos problemas enfrentados em vários locais.

Os problemas geraram inúmeras queixas na capital peruana, uma vez que algumas mesas de voto abriram com até cinco horas de atraso.

A candidata presidencial de direita Keiko Fujimori lidera as sondagens à boca das urnas para a segunda volta das eleições no Peru, marcada para 7 de junho, segundo dados divulgadas após o fecho da votação.

https://observador.pt/2026/04/13/dia-de-votacao-no-peru-durou-dez-horas-keiko-fujimori-a-frente-para-segunda-volta-presidencial/

Segundo a empresa Datum, Fujimori obteve 16,5% dos votos, seguida do ultraconservador Rafael López Aliaga com 12,8%, do centro-direita Jorge Nieto com 11,6% e do candidato de direita Belmont com 10,5%.

O instituto Ipsos, por sua vez, indicou que Fujimori pode receber 16,6% dos votos, o esquerdista Roberto Sánchez 12,1%, Belmont 11,8%, López Aliaga 11% e Nieto 10,7%.

As urnas abriram pelas 7h00, com mais de 27 milhões de eleitores chamados a eleger o nono Presidente do Peru em 10 anos, num contexto de desconfiança nos políticos e clima de insegurança.

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Nestas eleições gerais, os candidatos ultraconservadores voltam a dominar as preferências do eleitorado. A filha do ex-Presidente Alberto Fujimori concorre pela quarta vez, tendo chegado à segunda volta em 2016 e 2021, onde foi derrotada por uma pequena margem e alegou ser vítima de fraude.

O segundo candidato mais bem posicionado é Carlos Álvarez (País para Todos), um conhecido humorista televisivo que se tornou político, que subiu nas sondagens, ultrapassando o ex-presidente da Câmara de Lima, Rafael López Aliaga (Renovação Popular), representante da direita tradicional, por algumas décimas de ponto percentual.

Além do próximo Presidente, os eleitores escolhem também 60 senadores, 130 deputados e cinco representantes para o Parlamento Andino.