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(A) :: "Foi um jogo maduro. O passado é o passado e mostrámos isso." FC Porto com três vitórias seguidas fora de casa pela primeira vez em 2026

"Foi um jogo maduro. O passado é o passado e mostrámos isso." FC Porto com três vitórias seguidas fora de casa pela primeira vez em 2026

Os dragões voltaram às vitórias depois de dois empates seguidos e Francesco Farioli mostrou-se satisfeito com a maturidade da equipa. Froholdt foi o MVP, mas entregou o prémio a Pepê.

Mariana Fernandes
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Estugarda, Sp. Braga, Estoril. O FC Porto venceu pela terceira vez consecutiva longe do Estádio do Dragão, algo que ainda não tinha acontecido em 2026, e ainda marcou três golos fora de casa no Campeonato pela primeira vez neste ano civil. Depois de dois empates seguidos, os dragões voltaram às vitórias e mantiveram os cinco pontos de vantagem para o Sporting na liderança do Campeonato — sendo que os leões ainda têm um jogo em atraso.

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Naquele que foi o último jogo da temporada contra equipas da metade superior da tabela, a equipa de Francesco Farioli regressou ao onze inicial mais habitual na Primeira Liga com Deniz Gül como referência ofensiva, Oskar Pietuszewski e Pepê no apoio ao avançado e Gabri Veiga, Victor Froholdt e Alan Varela no meio-campo. Pepê marcou no Campeonato oito meses depois, Froholdt já leva a época mais goleadora da carreira, com sete golos, e os dragões chegaram às 24 vitórias na competição quatro épocas depois — ou seja, estão a apenas uma de igualar o registo de Sporting e Benfica em 2024/25.

Depois do apito final, na zona de entrevistas rápidas, Farioli mostrou-se satisfeito com a exibição. “Foi um jogo muito maduro. Nos primeiros 45 minutos foi um jogo muito bem jogado, com bons momentos com bola. O resultado poderia ser maior na primeira parte. Marcámos três golos, mas podíamos ter marcado mais dois. São coisas a melhorar, fechar o jogo mais cedo é importante para todos”, começou por dizer, antes de elencar aquilo de que mais gostou na equipa.

“O ritmo, a fome, o espírito para ir a uma certa velocidade. Foi um jogo muito maduro, com uma identidade forte sobre o que queremos fazer. O resultado poderia ser maior contra um adversário numa boa posição na tabela e que marca muitos golos. Resultado merecido”, acrescentou, reconhecendo a importância dos pontapés de canto no resultado. “Pontapés de canto? É parte do jogo, muito importante. Tudo conta. Nos 90 minutos há muitos momentos, com bola, sem bola, transição, bolas paradas. Tentamos dar valor a tudo. O mais importante é a execução dos jogadores, também por isso marcamos golos”, defendeu.

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Mais à frente, o treinador italiano justificou a gestão do plantel que tem feito. “Nos últimos jogos percebe-se que me sinto muito confiante com o grupo de jogadores. Mudamos em todos os jogos porque todos merecem jogar. Aceitam o seu papel, o FC Porto é o mais importante para todos. Há uma grande coesão entre todos e quinta-feira temos um jogo em Inglaterra, contra um adversário forte, e será a altura para todos aparecerem”, disse.

“Regresso às vitórias? É sempre importante vencer. Na última semana, foi um episódio azarado no último minuto e não foi o nosso jogo. Contra o Nottingham Forest mostrámos a nossa face. O passado é o passado e mostrámos isso com um importante resultado. Quinta-feira será um jogo importante e teremos de estar no nosso melhor”, terminou, antecipando desde logo a segunda mão dos quartos de final da Liga Europa contra os ingleses.

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Já na conferência de imprensa, Francesco Farioli voltou a criticar a arbitragem. “Cada jogo é importante e estamos focados no que está imediatamente à nossa frente, sem olhar demasiado longe. Sobre a arbitragem, os resultados positivos que temos tido desde o início da época acabam por encobrir muita coisa. Mas as imagens do fim de semana, e não apenas deste jogo, são claras e evidentes mais uma vez. É uma história antiga e já bem conhecida”, disse, parecendo referir-se à arbitragem do jogo do Sporting com o Estrela da Amadora na Reboleira.

Já Victor Froholdt, que foi eleito o Homem do Jogo, decidiu entregar o prémio a Pepê. “Hoje quero dar o prémio a um colega de equipa. Penso que o Pepê fez um grande jogo, não marcava há muito e penso que as pessoas não percebem o quão bom ele é. Dou-lhe o prémio. Viemos com a pressão alta que queríamos, mantivemos o jogo no meio-campo dele sobretudo na primeira parte. Na segunda parte sofremos em alguns momentos, mas de uma forma geral fomos bem sucedidos com a mentalidade e o plano de jogo com que entramos na partida”, explicou o médio dinamarquês.

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