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(A) :: O dia bonito de Bernardo teve recital de Cherki e a certeza de que está tudo por decidir: City vence Chelsea e fica a seis pontos do Arsenal

O dia bonito de Bernardo teve recital de Cherki e a certeza de que está tudo por decidir: City vence Chelsea e fica a seis pontos do Arsenal

O médio tornou-se o português com mais jogos na Premier League, superando Luís Boa Morte, e celebrou com uma vitória do City em casa do Chelsea que colocou os citizens mais perto da liderança (0-3).

Mariana Fernandes
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Pep Guardiola nunca foi treinador de ter papas na língua. Sempre disse tudo o que lhe passou pela cabeça, entre largos elogios aos seus jogadores ou a adversários ou críticas à equipa ou ao próprio trabalho, aproveitando ainda conferências de imprensa para falar sobre a independência da Catalunha, o conflito entre Israel e a Palestina ou administração de Donald Trump nos EUA. Não seria Bernardo Silva, naturalmente, a merecer uma exceção à regra.

Dias depois de a saída do internacional português no verão ter sido confirmada por Pep Lijnders, adjunto de Pep Guardiola, o treinador espanhol falou pela primeira vez sobre o facto consumado que há muito era rumor. “Estou muito zangado com o Bernardo porque há um mês disse-lhe ‘se tomares uma decisão eu tenho de ser o primeiro a saber’ e ele ainda não me disse nada'”, começou por dizer, aliviando depois o discurso.

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“Acho que quem deve decidir é o Bernardo, não sei se ele já o fez. Eu disse-lhe isso a brincar, ‘diz-me, eu mereço saber’, mas ele não me disse nada, por isso, não sei o que se está a passar. Ele não é o mais alto, o mais musculado, não marca 50 golos nem faz 50 assistências por época. Esses são o tipo de jogadores que estão em destaque e de quem toda a gente fala. Ao longo de nove anos conheço-o bastante bem e sei o que um treinador exige”, acrescentou sobre o médio que se tornava este domingo o português com mais jogos na Premier League, 297, superando Luís Boa Morte.

Ora, era neste contexto que o Manchester City visitava o Chelsea este domingo. Depois da derrota do Arsenal com o Bournemouth, os citizens tinham a possibilidade de ficar a seis pontos da liderança da Premier League — sendo que ainda têm um jogo em atraso. Com Rúben Dias lesionado, Pep Guardiola lançava Khusanov e Marc Guéhi no eixo defensivo, com Jérémy Doku, Rayan Cherki e Semenyo nas costas de Haaland e Bernardo com Rodri no meio-campo. Do outro lado, nuns blues onde Enzo Fernández continua sob alçada disciplinar depois de ter aberto a porta a uma ida para o Real Madrid e questionado o despedimento de Enzo Maresca, Liam Rosenior tinha João Pedro como referência ofensiva, Pedro Neto titular na ala esquerda e Dário Essugo no banco.

Numa primeira parte que terminou sem golos, o Manchester City teve mais bola mas o Chelsea era quase sempre muito perigoso quando tinha a hipótese de se aproximar da baliza de Donnarumma, evidenciando algumas fragilidades defensivas da equipa de Pep Guardiola. Marc Cucurella marcou mesmo à passagem do quarto de hora inicial (16′), com o lance a ser anulado por fora de jogo do espanhol, e os citizens só ficaram verdadeiramente perto do golo através de Bernardo, que atirou na área para Robert Sánchez defender com dificuldades (34′). Ao intervalo em Stamford Bridge, porém, continuava tudo empatado.

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Nenhum dos treinadores mexeu no início da segunda parte e o Manchester City entrou com uma renovada urgência em abrir o marcador, asfixiando um Chelsea que parecia ter ficado no balneário. Os citizens fizeram mais em cinco minutos do que em toda a primeira parte e a verdade é que Nico O’Reilly acabou mesmo por abrir o marcador com um cabeceamento certeiro na área na sequência de um cruzamento de Rayan Cherki na direita (51′).

Pouco depois, o mesmo Rayan Cherki voltou a causar estragos. Cobrou um canto na esquerda, combinou para ser ele a conduzir até à entrada da grande área e tirou um passe vertical perfeito a descobrir Marc Guéhi, que atirou rasteiro para aumentar a vantagem (57′). Pep Guardiola foi o primeiro a mexer e obrigado, trocando um já limitado Nico O’Reilly por Aït-Nouri, enquanto que Liam Rosenior respondeu com Alejandro Garnacho.

Jérémy Doku fez o terceiro golo a pouco mais de 20 minutos do fim (69′), aproveitando um erro de Moisés Caicedo na saída de bola, e confirmou a ideia de que os blues nem sequer apareceram para a segunda parte. Cole Palmer ainda ficou perto de reduzir com um pontapé que Donnarumma defendeu (85′), Phil Foden, Savinho e Kovacic tiveram minutos, mas já nada mudou até ao fim: o Manchester City venceu o Chelsea, voltou aos triunfos na Premier League depois de dois empates consecutivos e colocou-se a seis pontos da liderança do Arsenal, sendo que para a semana recebe precisamente os gunners no Etihad.

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