A China vai implementar medidas para reforçar os intercâmbios com Taiwan nas áreas do turismo e da cultura, anunciou neste domingo Pequim, no último dia de uma rara visita de uma delegação da oposição taiwanesa.
Cheng Li-wun é a primeira presidente do maior partido da oposição taiwanesa, o Kuomintang (KMT), em 10 anos a ter atravessado o Estreito de Taiwan, que separa a ilha do continente.
Cheng reuniu-se com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping, que reiterou a oposição à independência da ilha e defendeu relações pacíficas entre Pequim e Taipé para “evitar uma guerra”.
Neste contexto, Pequim divulgou uma lista de dez medidas para “promover o desenvolvimento pacífico das relações através do estreito e aumentar o bem-estar dos compatriotas”, descreveu a agência estatal Xinhua, algumas horas antes do regresso previsto de Cheng a Taipé.
Entre as disposições figura um objetivo: relançar o “programa-piloto para viagens individuais” à ilha de Taiwan destinado aos habitantes de Xangai e da província de Fujian (leste), segundo a Xinhua.
Na mesma linha, as autoridades de Pequim afirmam querer a “retoma total” dos voos diretos entre Taiwan e várias cidades do continente, como Xi’an (centro).
A China vai também autorizar a importação de séries ou documentários taiwaneses, desde que sejam “corretamente orientados, saudáveis e de alta qualidade”, ainda segundo a agência.
As medidas foram recebidas como “bem-vindas” e adequadas ao estímulo do “desenvolvimento pacífico” das relações entre Pequim e Taipé, pelo vice-presidente do KMT, Chang Jung-kung, num comunicado.
A China, que persegue a unificação de Taiwan com o resto do seu território desde o fim da guerra civil chinesa em 1949, não exclui o recurso à força para assumir esse controlo.
Pequim interrompeu os contactos de alto nível com Taipé após a vitória nas eleições presidenciais de Taiwan de 2016 do Partido Democrático Progressista (DPP), no poder, que rejeita as reivindicações de soberania de Pequim sobre a ilha.