Morreu este sábado Diogo Ramada Curto, diretor da Biblioteca Nacional e historiador, aos 66 anos.
A notícia foi avançada pelo Expresso, jornal com quem Ramada Curto colaborou durante vários anos.
Para além de diretor da Biblioteca Nacional desde 2024, Diogo Ramada Curto era professor catedrático no Departamento de Estudos Políticos da NOVA FCSH e investigador no Instituto Português de Relações Internacionais, também ligado à mesma Universidade.
Licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, doutorou-se em Sociologia Histórica e foi professor visitante na Universitat Autònoma de Barcelona, na Universidade de São Paulo e nas norte-americanas Brown e Yale.
Autor de mais de uma dezena de livros, muitos deles relacionados com temas como o colonialismo e o imperialismo, recebeu o Prémio P.E.N. na categoria de ensaio em 2013, com o livro Para que serve a história? (ed. Tinta da China). Foi também co-diretor da coleção “História e Sociedade” nas Edições 70-Grupo Almedina.
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, escreveu na rede social X que recebeu a notícia da morte do historiador “com profundo pesar”, elogiando a sua “dedicação e sentido de serviço público” como diretor da Biblioteca Nacional. Endereçando condolências à família e amigos, Balseiro Lopes acrescentou: “O seu trabalho marcou a cultura, o pensamento histórico e a vida académica em Portugal.”
https://twitter.com/margaridalopes/status/2043087726568697877
Em nota de pesar, o Ministério da Cultura destaca o “contributo marcante” deixado pelo historiador “para o estudo da história de Portugal e para o debate público sobre a cultura e a identidade do País”. “A sua obra e o seu pensamento, expressos em dezenas de livros, artigos e intervenções, constituem um legado incontornável para a nossa memória coletiva.”