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(A) :: "Perder tempo a ver o FC Porto? Vou ganhar tempo a ver o Arsenal." Sporting com três vitórias seguidas pela quarta vez desde dezembro

"Perder tempo a ver o FC Porto? Vou ganhar tempo a ver o Arsenal." Sporting com três vitórias seguidas pela quarta vez desde dezembro

O treinador dos leões não escondeu o "jogo difícil" na Reboleira, mas elogiou a competitividade da equipa e explicou o onze e as substituições. Quenda voltou quatro meses depois, Bragança foi MVP.

Mariana Fernandes
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Alverca, Santa Clara e Estrela da Amadora. O Sporting chegou à terceira vitória consecutiva no Campeonato, alcançando esse registo pela quarta vez desde dezembro — sendo que nunca conseguiu carimbar uma série melhor desde o início da temporada. Os leões ganharam na Reboleira e colocaram-se a dois pontos do FC Porto, que só visita o Estoril este domingo, mas ainda têm um jogo em atraso.

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Daniel Bragança marcou o único golo da partida e chegou aos cinco esta época, todos no Campeonato e sendo que este foi o primeiro longe de Alvalade, voltando a ser decisivo para um triunfo depois de já o ter sido recentemente contra o Famalicão. Já Geovany Quenda, que entrou na segunda parte, voltou aos relvados após uma ausência de mais de quatro meses por lesão — não jogava desde a visita à Luz, no início de dezembro — e é um reforço para Rui Borges na ponta final e crucial da temporada.

Na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges reconheceu que foi “um jogo difícil”. “Uma equipa a defender com 11 homens dentro da área. Controlámos o jogo com posse, mas faltou ter mais oportunidades. O Estrela defendia com 11 homens e faltou essa inspiração. Fizemos um jogo muito competitivo, num dia difícil com vento e frio. A equipa deu a parte competitiva e sabíamos que isso era importante”, começou por dizer, justificando depois a escolha do onze inicial e as substituições que fez ao longo da partida.

“Por tudo um pouco. O Zeno [Debast] e o Edu fizeram o jogo com o Santa Clara e ganhámos. Mereciam essa confiança. É uma demonstração do que é este grupo. Toda a gente espera uma oportunidade. Foi pela frescura, confiança, pelo que dão como dupla. Entrámos num mês exigente e optámos por fazer o [Gonçalo] Inácio descansar, no meio-campo igual. O Daniel [Bragança] deu mais uma grande resposta, com um golo. O Morita tem estado espetacular. Tínhamos homens frescos na zona central e foi muito por aí”, acrescentou.

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Mais à frente, o treinador leonino abordou a importância dos próximos 10 dias — que incluem a segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões contra o Arsenal, em Londres, e também o dérbi contra o Benfica em Alvalade. “São 10 dias importantes. Estamos perto do final da temporada e é normal, mais decisivos são os jogos. É pensar no próximo. Vamos um de cada vez. Não adianta pensar no futuro. Agora é recuperar, deixá-los frescos para disputarem mais um jogo de grande exigência fora de casa, na Liga dos Campeões”, disse, acabando por não dizer se vai “perder tempo” a ver o jogo do FC Porto, mas garantindo que vai “ganhar tempo a ver o jogo do Arsenal” para tentar perceber de que forma pode virar a eliminatória.

Já Daniel Bragança, que foi eleito o Homem do Jogo, afastou o protagonismo. “Quando não sou eu, há outros que decidem. Temos muitos jogadores que já decidiram. O importante foi conquistar os três pontos num jogo muito complicado. Acho que não foi um jogo muito bem conseguido. Acaba por ser difícil jogar de três em três dias, estamos num grande clube. É essa a exigência que pedem. É esse nível em que temos de estar, com obrigação de ganhar. Jogos menos conseguidos acontecem, mas realço o esforço da equipa. É importante ganhar quando não se joga bem, é o que fica hoje. A equipa sentiu um bocadinho o vento na primeira parte, mas não pode ser desculpa”, vincou o médio português.

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