O Boavista FC vendeu esta sexta-feira em leilão os seus primeiros ativos imobiliários do clube desde que entrou em insolvência. Durante a licitação eletrónica de 30 ativos, foi vendida uma loja por 181 mil euros e 15 lotes de garagem no mesmo complexo imobiliário, localizado perto do Estádio do Bessa.
Também foi possível licitar um apartamento T1 duplex nesse edifício que acabou por não ser vendido. Isto porque a proposta mais elevada (330 mil euros) ficou-se por cerca de metade do valor base de venda (653.016 euros). Foram igualmente a leilão 28 lotes de garagem, sendo que 15 foram vendidos com os preços a variar entre 21.280 e 38.480 euros.
Como houve ofertas para alguns ativos que ficaram próximas do valor mínimo estipulado, será aberto um processo pela Leilosoc a partir de segunda-feira para tentar melhorar as apreciações e fechar mais adjudicações.
Confirmada a venda de alguns imóveis da massa insolvente do Boavista a novos proprietários, fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que o restante património do clube portuense que ainda não está em condições de ser alienado poderá entrar nas próximas semanas em leilão eletrónico.
Em fevereiro, a administradora de insolvência do Boavista, Maria Clarisse Barros, prescindiu da coadjuvação da direção “axadrezada”, presidida por Rui Garrido Pereira, na gestão da atividade do clube e passou a assegurá-la, na companhia de outra pessoa, com o acordo da comissão de credores.
O Boavista havia chegado a acordo com os credores para manter a sua atividade, sob o compromisso de cobrir o défice corrente da sua exploração, mas falhou no mês passado o depósito na conta da massa insolvente de 54.180 euros, sobre despesas correntes mensais, mais 96.000 euros, numa das prestações, tendo a primeira quantia sido assegurada com intervenção do acionista maioritário da SAD “axadrezada”, o hispano-luxemburguês Gérard Lopez.
O clube teve a sua liquidação aprovada em setembro, por estar a gerar prejuízos na massa insolvente, acumulando dívidas superiores a 150 milhões de euros, enquanto a SAD viu os respetivos credores votarem por unanimidade a continuação da atividade da sociedade.