A Polícia Judiciária deteve um enfermeiro de 42 anos suspeito de ter abusado sexualmente de uma doente, de 50 anos, que estava internada e sedada após uma cirurgia numa unidade de saúde, não revelando zona do país. Segundo a polícia tanto o suspeito como a vítima são estrangeiros.
“Os factos ocorreram no passado dia 02 de abril, quando a mulher [se] encontrava na sala de recobro, ainda sob o efeito da sedação, tendo sido sujeita à prática de atos sexuais de relevo, por parte de um enfermeiro da Unidade Hospitalar onde se encontrava internada”, refere em comunicado a PJ, sem referir qual a unidade hospitalar.
A denúncia foi feita após a mulher ter tido alta. A vítima “acabou por reportar o caso à PSP, que, dada a natureza do crime ativou a PJ, dando-se início à investigação através da Secção de Investigação de Crimes Sexuais, da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ, que de imediato procedeu à inquirição da vítima”.
Com a descrição física do suspeito e com a colaboração da entidade patronal foi possível identificar o enfermeiro, tendo o mesmo sido de imediato constituído arguido, interrogado e sujeito a Termo de Identidade e Residência (TIR).
Durante a investigação, com o apoio do Laboratório de Polícia Científica da PJ, foram já realizados exames comparativos de ADN, tendo sido detetados vestígios biológicos coincidentes com o perfil de ADN do arguido.
Na nota, é referido que “atenta a forte indiciação do arguido pela prática do crime, procedeu-se à respetiva detenção fora de flagrante delito”. O detido será agora presente a um juiz para lhe serem aplicadas medidas de coação.
Ordem vai pedir ao Ministério Público identificação do enfermeiro
A Ordem dos Enfermeiros (OE) vai solicitar ao Ministério Público a identificação do enfermeiro para analisar a relevância disciplinar dos factos. A informação foi avançada à Lusa pela ordem, que garantiu estar a acompanhar “com a maior atenção a informação” divulgada esta sexta-feira.
“Na sequência dos factos conhecidos, a OE irá solicitar ao Ministério Público a identificação do enfermeiro em causa, bem como os elementos necessários sobre os factos que lhe são imputados, com vista à apreciação da sua relevância disciplinar e à adoção das medidas que se mostrem adequadas no quadro das competências da ordem”, adiantou a mesma fonte.