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Israel vai atacar também ambulâncias no Líbano, denuncia OMS

Responsável da OMS afirma que forças armadas israelitas avisaram que vão atacar também ambulâncias nas zonas sinalizadas. Abdinasir Abubak lembra que estão protegidos pelo direito internacional.

Agência Lusa
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O representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) no Líbano, Abdinasir Abubak, denunciou esta sexta-feira que as forças armadas israelitas avisaram que vão atacar também ambulâncias nas zonas sinalizadas para evacuação.

“Tanto os trabalhadores de saúde como as instalações médicas e as ambulâncias estão protegidos pelo direito internacional humanitário”, defendeu Abubak em conferência de imprensa remota.

O responsável daquela agência internacional indicou que mais de 50 profissionais de saúde foram mortos e outros 150 ficaram feridos nas quase cinco semanas de ataques israelitas contra território libanês.

Abubak alertou para o facto de o tratamento de mais de mil feridos em hospitais libaneses após os ataques maciços de quarta-feira obrigaram ao emprego de material e produtos clínicos que, normalmente, durariam três ou quatro semanas, mas que ficaram agora em falta.

Há um risco potencial de escassez de fornecimento para casos traumáticos, medicamentos, sangue e muitos outros materiais necessários para os tratamentos”, disse o representante da OMS.

Segundo a mesma fonte, “os hospitais e o sistema de saúde em geral estão sobrecarregados”, concluiu.

Pelo menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas na quarta-feira numa vaga sem precedentes de bombardeamentos israelitas contra diferentes zonas do Líbano, segundo a proteção civil libanesa.

A maior onda ofensiva israelita sobre o ‘vizinho’ do norte desde 2 de março, quando recomeçaram as hostilidades, contemplou mais de 100 ataques aéreos contra alvos que Israel considera pertencerem ao movimento islamista pró-iraniano Hezbollah, mas que também atingiram zonas residenciais.