O arquiteto Diogo Lacerda, que fez o projeto para a casa de Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, já foi ouvido no inquérito do DIAP Regional do Porto que investiga suspeitas de eventual fraude fiscal entre os custos e as faturas da obra. A informação foi avançada pelo Expresso esta quinta-feira e confirmada pelo Observador.
A inquirição de Diogo Lacerda teve lugar durante o mês de março, com o semanário a dar conta de que o arquiteto cobrou 17,7 mil euros, mais IVA, num total de 21,8 mil euros, que constam de uma única fatura datada de outubro de 2019. O trabalho da empresa RDLM, de Diogo Lacerda, decorreu entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro semestre de 2021, antes ainda de Luís Montenegro assumir a presidência do PSD.
https://observador.pt/2026/02/13/casa-de-espinho-de-luis-montenegro-alvo-de-novo-inquerito-do-ministerio-publico-em-causa-estao-a-suspeitas-de-fraude-fiscal/
Recorde-se que já no passado mês de janeiro tinham sido ouvidos os dois empreiteiros envolvidos na obra: o engenheiro Rui Mota Oliveira e o construtor civil José Cunha Rodrigues.
Ao que o Observador apurou, estão a ser feitas diligências pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária para apurar os custos e pagamentos na construção da moradia de seis pisos em Espinho, com as autoridades a quererem saber como Montenegro pagou a casa. Contudo, o primeiro-ministro ainda não foi contactado para ser ouvido ou fornecer documentação neste inquérito.
A casa de Luís Montenegro já tinha estado envolta em suspeitas anteriormente, ao ser alvo de um outro inquérito por suspeitas de alegados benefícios fiscais indevidos no licenciamento e edificação. Esse inquérito do DIAP Regional do Porto acabou arquivado em dezembro de 2024.
https://observador.pt/especiais/ministerio-publico-quer-saber-como-luis-montenegro-pagou-a-construcao-da-sua-casa/
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