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(A) :: "Temos de voltar a ter fome e espírito que sempre tivemos": Farioli lamenta falta de "instinto matador" no segundo empate seguido no Dragão

"Temos de voltar a ter fome e espírito que sempre tivemos": Farioli lamenta falta de "instinto matador" no segundo empate seguido no Dragão

FC Porto voltou a não ganhar dois jogos seguidos e pela primeira vez empatou partidas consecutivas no Dragão. Farioli viu pontos positivos na exibição mas lamentou ineficácia apesar das oportunidades.

Bruno Roseiro
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O primeiro jogo com o Nottingham Forest ainda com Sean Dyche no comando não tinha corrida da melhor forma, com vitória dos ingleses no City Ground, o reencontro com o Nottingham Forest de Vítor Pereira não foi capaz de corrigir a 100% esse resultado (que ainda assim não invalidou a passagem nos oito primeiros da fase inicial) e os dragões voltaram a não conseguir bater os britânicos, deixando o Dragão com um empate a um onde, mais uma vez, a formação da Premier League voltou a não conseguir marcar de bola corrida aos azuis e brancos, beneficiando desta vez de um autogolo depois das duas grandes penalidades no final de outubro. Com isso, tudo ficou em aberto – na eliminatória e no confronto contra ingleses.

https://observador.pt/2026/04/09/o-passe-15-centimetros-ao-lado-que-marcou-todo-um-jogo-e-fez-recordar-samu-a-cronica-do-fc-porto-nottingham-forest/

Com mais uma igualdade, o FC Porto passou a ter uma série de quatro encontros consecutivos sem triunfos diante que equipas da Premier League na UEFA, aproximando-se daquele que é o pior registo neste capítulo (sete). Mais: desde a passagem na Liga dos Campeões de 2003/04 frente ao Manchester United, com aquele golo de Costinha nos minutos finais em Old Trafford que deixou José Mourinho a correr pela linha lateral e o FC Porto a caminho da conquista da principal prova europeia de clubes, não mais os dragões voltaram a conseguir ter sucesso em eliminatórias diante de conjuntos ingleses.

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Assim, e depois do empate consentido frente ao Famalicão no nono minuto de descontos na última jornada do Campeonato, o FC Porto volta a ficar dois encontros consecutivos sem vencer, algo que não acontecia há um mês quando os azuis e brancos perderam em Alvalade com o Sporting na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal e empataram depois na Luz frente ao Benfica para a Liga. E com um outro dado: os azuis e brancos ficaram dois jogos seguidos sem ganhar no Dragão pela primeira vez em 2025/26. No entanto, tudo isso não foram propriamente sinais de preocupação para Farioli, técnico dos portistas que encontrou vários pontos positivos na exibição da equipa onde só faltou mesmo o triunfo no final.

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“Hoje houve uma equipa que fez tudo para ganhar e fomos nós. Criámos oportunidades, tivemos 18 remates à baliza. Tivemos situações mais do que suficientes para ganhar com um resultado amplo mas faltou o instinto matador e, quando isso acontece como hoje, perdemos pontos. Impacto do lance do empate? Em 5/6 minutos tivemos um autogolo e a lesão do Martim [Fernandes]. Isso mexe com a dinâmica da equipa, gastámos uma substituição logo ali. Claro que é precisamos voltarmos a ligar-nos. Tivemos momentos em que não estivemos ao nosso nível na primeira parte. Quando chegas à área com boas situações para rematar, cinco na primeira parte, pelo menos três na segunda, tens de matar quando chega o momento. Não podes esperar pela próxima oportunidade. Hoje não estivemos ao nosso nível na área”, apontou o treinador.

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“Os primeiros minutos foram bem jogados. Tivemos bons momentos com bola, em transição, que não transformámos. O jogo foi bem jogado, mesmo faltando a intensidade habitual aqui e ali. Temos de voltar a ter a mesma fome e espírito que sempre tivemos. Hoje não estivemos exatamente ao nível que devíamos. Contra uma equipa da Premier criar estas chances e acabar com um empate é uma pena, mas é assim. Temos de virar a página, vamos para o Estoril com mente limpa”, acrescentou ainda a esse propósito.

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“Hoje talvez tenha ficado conectado com o autogolo, mesmo que a reação do estádio tenha sido fantástica. Toda a gente aplaudiu, todos os colegas tentaram levantar o Martim. Quando se fala de família, é especialmente quando as coisas são más. Nesse momento demos energia ao Nottingham Forest, não estavam a gerar muito perigo até ali. Falando de oportunidade para nos qualificarmos, hoje perdemos uma boa oportunidade de ficar bem posicionados. Agora vamos jogar as nossas cartas dentro de uma semana, mas será um jogo diferente”, concluiu o italiano, colocando já o foco na deslocação ao Estoril de domingo.

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