Foi preciso esperar até às 15h40 para que se voltasse a ver um avião a aterrar no aeroporto Cristiano Ronaldo, no Funchal. Desde as 2h02 da madrugada desta quinta-feira que nenhum avião parava na pista do aeroporto madeirense, por conta de ventos fortes. Até que um Boeing 737 MAX 8-200, da Ryanair, o conseguiu. Mas não de maneira fácil.
O voo proveniente de Dublin, Irlanda, teve de dar 11 voltas à ilha para que finalmente tivesse todas as condições de segurança para aterrar, 1 hora e 50 minutos depois da hora prevista de chegada, revelam os dados da ANA.
Nove minutos depois, um Airbus A321 replicou o feito. O voo da Condor Flugdienst, vindo de Frankfurt, tinha chegada prevista para as 15h30 e, devido às condições metereológicas, também não conseguiu aterrar na hora inicialmente planeada. Até às 18h30, chegaram mais três aviões: um às 15h57, vindo de Varsóvia, outro cerca de uma hora depois, vindo de Gdansk, e o último às 18h13, vindo de Nantes.
Ao longo do dia, registados pelo menos 68 cancelamentos de voos no aeroporto madeirense. A primeira descolagem ocorreu às 17h01, por um dos aviões que tinha chegado pouco antes. A segunda descolagem deu-se às 17h07 e com mais de três horas e meia de atraso.
O mau tempo continua a fustigar o arquipélago da Madeira. A capitania do Funchal emitiu avisos de agitação marítima e vento fortes para o arquipélago, até às 6h00 de sexta-feira, enquanto o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu avisos amarelos e laranja.