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Gronelândia responde a nova ameaça de Trump: "Não somos um pedaço de gelo"

Presidente dos EUA recuperou intimidação ao território dinamarquês, que descreveu como um "enorme pedaço de gelo mal gerido". Primeiro-ministro da Gronelândia reage apelando à união da NATO.

Miguel Pereira Santos
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O primeiro-ministro da Gronelândia respondeu à mais recente ameaça de Donald Trump, rejeitando que a ilha seja apenas “um pedaço de gelo”. O Presidente dos EUA recuperou as intimidações públicas esta quarta-feira, numa publicação nas redes sociais em que criticava os países da NATO por não terem acompanhado a ofensiva norte-americana contra o Irão.

“A NATO não estava lá quando precisávamos dela e não estará lá se voltarmos a precisar. Lembrem-se da Gronelância, aquele enorme pedaço de gelo mal gerido”, escreveu Trump depois de uma reunião com Mark Rutte, o líder da aliança. ​

Jens-Frederik Nielsen rejeitou a caraterização feita ao território que governa. “Não somos um pedaço de gelo. Somos uma população orgulhosa de 57.000 pessoas, que trabalha todos os dias como bons cidadãos globais, respeitando plenamente todos os nossos aliados”, afirmou o primeiro-ministro gronelandês à Reuters.

O líder do governo da ilha defendeu a importância de preservar a ordem geopolítica resultante da segunda guerra mundial, nomeadamente a própria aliança militar do Atlântico Norte. “Esses princípios estão agora a ser postos em causa, e penso que todos os aliados devem unir-se para tentar mantê-los. Espero que isso venha a acontecer”, acrescentou.

Com este comentário Trump recupera as declarações públicas sobre o interesse dos EUA na ilha dinamarquesa. Em janeiro, o Presidente dos EUA assumiu publicamente que ponderava utilizar força militar para atingir esse objetivo da sua administração, mas acabaria por recuar após uma reunião com Mark Rutte.

Trump disse, então, que “o enquadramento de um acordo futuro” com a Gronelândia tinha sido criado e seria atingido pela via diplomática. O primeiro-ministro da ilha diz agora à Reuters que as reuniões diplomáticas entre Gronelândia, Dinamarca e EUA se mantêm desde então, havendo mais encontros previstos para breve.

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