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As autoridades israelitas reabriram esta quinta-feira o acesso à Esplanada das Mesquitas, um dos locais mais sagrados e disputados do mundo, que esteve encerrado durante 40 dias devido à guerra iniciada a 28 de fevereiro contra o Irão.
A reabertura do local, conhecido no Islão como Haram al-Sharif (“Santuário Nobre”) e no Judaísmo como Monte do Templo, aconteceu um dia depois do anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos/Israel e Irão.
O local, que representa o terceiro lugar mais sagrado, atrás apenas de Meca e Medina, dos muçulmanos, e o mais sagrado dos judeus, situa-se na Cidade Velha de Jerusalém Oriental.
O gabinete do governador palestiniano de Jerusalém afirmou, numa publicação nas redes sociais, que “cerca de 3.000 fiéis” puderam rezar, ao início da manhã de quinta-feira, na Mesquita de Al-Aqsa, “apesar das medidas rigorosas impostas pela ‘ocupação’, incluindo verificações de identidade e a recusa de entrada a vários jovens”.
A mesma fonte adiantou que a polícia israelita deteve uma mulher palestiniana num dos portões de entrada e um homem palestiniano no pátio da mesquita, acrescentando que um grupo de judeus israelitas também tinha entrado no local, embora Israel ainda não se tenha pronunciado sobre a situação.
As autoridades palestinianas têm denunciado repetidamente a decisão de Israel de proibir o acesso de fiéis ao local devido ao conflito em curso, alegando que esta ação infringe a liberdade de culto dos muçulmanos durante o mês do Ramadão.
O local, que está sob controlo israelita desde a tomada da Cidade Velha de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias (1967), tem sido também palco de tensão devido às visitas de responsáveis israelitas.
Isto gerou críticas por parte da Jordânia, que foi constituída, em 1924, como guardiã dos lugares sagrados islâmicos e cristãos de Jerusalém, algo reafirmado no tratado de paz com Israel, em 1994.