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Ataques israelitas matam 182 no Líbano e ameaçam cessar-fogo entre EUA e Irão acordado na véspera

Israel atacou mais de 100 alvos em 10 minutos. O Líbano decretou luto nacional e o Irão suspendeu novamente o tráfego no Estreito de Ormuz em resposta.

Agência Lusa
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O Líbano atualizou esta quarta-feira para 182 o número de mortos por uma série de bombardeamentos sem precedentes por parte de Israel, um dia após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão, registando-se 890 feridos.

O ministério da Saúde libanês atualizou os números deste ataque, um dos mais fortes desde o início do conflito israelita com o Irão, em 28 de fevereiro, e levou o primeiro-ministro, Nawaf Salam, a anunciar um dia de luto nacional pelas vítimas, na quinta-feira.

O objetivo do governante é agora “mobilizar todos os recursos diplomáticos e políticos do Líbano para parar a máquina assassina israelita”.

Estes ataques, de resto, têm indignado várias partes ligadas ao conflito e à resposta humanitária, e depois de os Médicos Sem Fronteiras (MSF) terem denunciado uma situação “caótica” nos hospitais libaneses, a Cruz Vermelha Internacional mostrou-se “ultrajada com as mortes e a destruição devastadora” que os mísseis israelitas causaram.

“Qualquer acordo compreensivo para a região deve levar em conta a segurança, proteção e dignidade de civis no Líbano”, declarou a Cruz Vermelha, em comunicado.

Uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, esta quarta-feira, em várias regiões do Líbano, atingiu mais de 100 alvos em 10 minutos, segundo Beirute.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, aceitou, na terça-feira à noite, suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz que considerou “viável”.

O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril (sexta-feira).

Como parte desta trégua, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.

No entanto, esta tarde, o Irão voltou a suspender o tráfego de petroleiros através do estreito, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano.