Um dos maiores concursos de fotojornalismo do mundo, o World Press Photo, anunciou esta quinta-feira os vencedores de 2026.
Os projetos premiados incluem histórias sobre conflitos globais, oferecendo um poderoso registo visual da vida contemporânea em todo o mundo, dos Estados Unidos e da Ucrânia ao Nepal, Paquistão e Palestina. A seleção reflete o impacto de grande escala da crise climática, de Los Angeles às Filipinas, México e Noruega, ao mesmo tempo que destaca a ação cívica e a luta por direitos através de imagens de protestos nos Estados Unidos e de movimentos de mulheres na Guatemala e no Quénia.
Íntimas e frequentemente comoventes, as imagens este ano premiadas revelam também a fragilidade da vida humana — da doença e do isolamento ao luto e à sobrevivência — a par de histórias de gerações mais jovens, desde bailarinos de ballet na África do Sul a mulheres cavaleiras em Marrocos e famílias afetadas por políticas migratórias nos Estados Unidos e pela ação do ICE. Os trabalhos ambientais aproximam o espectador da natureza de forma impactante: desde o abate de elefantes no Zimbabué, a um urso polar sobre um cachalote, e um grande plano de um panda num parque nacional chinês. Em conjunto, estes projetos compõem um retrato urgente do mundo atual.
As histórias premiadas serão vistas por milhões de pessoas no âmbito da exposição itinerante anual da World Press Photo, em mais de 60 locais em todo o mundo. Muitas mais pessoas terão acesso aos trabalhos vencedores online. Os vencedores foram avaliados inicialmente por seis júris regionais independentes e posteriormente selecionados por um júri global composto pelas presidências dos júris regionais e pela presidência do júri global.
A entrega dos prémios acontece no dia 23 de abril, em Amesterdão, e aí serão anunciados ainda o grande vencedor e os dois segundos classificados do prémio Fotografia do Ano.
Os vencedores do concurso de 2026 representam o melhor das 57.376 fotografias submetidas por 3.747 fotógrafos de 141 países.