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Hegseth proclama vitória "esmagadora" dos EUA sobre o Irão: "O Presidente Trump fez história"

O secretário de Defesa dos EUA disse que grande parte das forças e capacidades do Irão foram "dizimadas". “O pouco que têm, enterrado em bunkers, é tudo o que têm”, sublinhou.

Adriana Alves
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“A Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha”. As palavras são do secretário de Defesa norte-americano num balanço dos 38 dias de guerra com o Irão, depois de ter sido anunciado um cessar-fogo que também envolve Israel — e deixa o Líbano de fora. Pete Hegseth sublinhou que Washington “dizimou as forças armadas do Irão e tornou-as ineficazes em combate por muitos anos”.

“Em menos de 40 dias, um dos nossos Comandos de Combate — o CENTCOM –, usando menos de 10% do poder de combate total dos Estados Unidos, desmantelou uma das maiores forças armadas do mundo”, afirmou Hegseth numa conferência de imprensa no Pentágono. Afirmando que o Irão foi uma ameaça durante 47 anos, o representante norte-americano sublinhou que “o Presidente Trump fez história”.

Hegseth destacou que a força aérea do Irão foi “dizimada” e que o país já não tem defesas aéreas. “Somos donos do espaço aéreo deles”, anunciou, acrescentando que o programa de produção de mísseis está praticamente destruído e que os seus arsenais estão “esgotados”. O líder norte-americano acrescentou que só na noite de terça-feira, em que viria a ser anunciado o cessar-fogo, foram lançados 800 ataques contra a base industrial iraniana.

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Hegseth admitiu que Teerão ainda tem algumas reduzidas capacidades de lançamento. “Ainda conseguem disparar, sabemos isso. O centro do comando e controlo deles está tão dizimado que eles não conseguem realmente falar e coordenar-se. Por isso até podem disparar aqui e ali, mas isso seria muito, muito insensato”, alertou. “O pouco que têm, enterrado em bunkers, é tudo o que têm”.

O secretário de Defesa norte-americano disse em seguida que se o Irão não tivesse concordado com um cessar-fogo, os próximos alvos dos ataques norte-americanos seriam centrais, pontes, infraestruturas energéticas e petrolíferas. Pete Hegseth sublinhou que as forças de Teerão não teriam como proteger estes locais e que o Irão estava “sem opções e sem tempo”. “O Presidente Trump escolheu a misericórdia”.

O responsável afirmou que o Irão sabe que este acordo significa que o país nunca irá ter uma arma nuclear. “Temos uma hipótese de paz”, notou Hegseth, acrescentando que “ninguém faz um acordo melhor que Trump”.

Questionado sobre o urânio enriquecido do Irão, Hegseth disse que Teerão o vai entregar voluntariamente ou sofrer as consequências. Já sobre o Estreito de Ormuz, declarou que já está aberto: “O que foi acordado e o que foi dito é que o estreito está aberto. Os nossos militares estão a monitorizar, claro, o deles também, mas o comércio vai fluir”.

Ao lado do secretário de Defesa, o chefe do Estado-Maior dos EUA garantiu que Washington alcançou os seus objetivos militares no Irão. Acrescentou, no entanto, que as forças norte-americanas continuam em estado de prontidão.

“Sejamos claros, um cessar-fogo é uma pausa. As forças conjuntas continuam prontas, se acionadas ou convocadas, para retomar as operações de combate com a mesma velocidade e precisão que demonstrámos ao longo dos últimos 38 dias”, afirmou Dan Caine. “Esperamos que não seja o caso”.

Num balanço sobre o conflito, o general disse que as forças dos EUA atingiram mais de 13.000 alvos, que 80% dos sistemas de defesa aérea, mais de 90% da frota marítima convencional e 95% das minas navais foram destruídos.