Os trabalhadores do Metro de Lisboa vão recorrer à greve já esta quinta-feira, dia 9 de abril. Na semana que vem, a 14 de abril, que calha a uma terça-feira, há nova paralisação. Para os dois dias não estão previstos serviços mínimos, de acordo com a decisão do Tribunal Arbitral.
Não foram fixados serviços mínimos para os trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso de greve, pelo que se espera o encerramento total do transporte. Fica apenas assegurada a “prestação dos serviços adequados à segurança e à manutenção do equipamento e das instalações”, com a obrigatoriedade de três trabalhadores cumprirem funções no Posto de Comando Central. Na greve geral de 11 de dezembro, o tribunal arbitral decidiu, na mesma linha, que não seriam fixados serviços mínimos para a circulação do metro na capital, com o Metro de Lisboa a contestar a decisão.
Em declarações à Antena 1, Anabela Carvalheira, dirigente sindical da Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, explicou que a paralisação “nem sequer é uma questão salarial, é uma questão de exigência de respeito pelos trabalhadores que são chefias e pela garantia da manutenção das suas fichas de funções”. Segundo a sindicalista, a segurança do metro não tem sido respeitada, “obrigando alguns trabalhadores, inclusivamente a assumir funções em mais de um posto de trabalho”, acusa.
Ainda assim, Anabalena Carvalheira apelou à administração do Metro de Lisboa que “encontre uma solução”, defendo ser sua “responsabilidade” que os trabalhadores desconvoquem a greve.