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(A) :: Cuba. Centenas de mulheres marcharam para protestar contra bloqueio petrolífero dos Estados Unidos

Cuba. Centenas de mulheres marcharam para protestar contra bloqueio petrolífero dos Estados Unidos

A multidão agitava bandeiras do país, transportava cartazes, vestia t-shirts com as palavras "Abaixo o Bloqueio" e exibia ainda fotografias de Fidel Castro e de Vilma Espín, antiga primeira-dama.

Margarida Vieira dos Santos
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Centenas de mulheres saíram às ruas de Havana, capital de Cuba, para protestar contra o bloqueio petrolífero dos Estados Unidos e outras medidas impostas pelo governo norte-americano ao país. A manifestação ocorreu na data do 96º. aniversário de Vilma Espín, uma das principais líderes da Revolução Cubana e antiga primeira-dama.

O protesto, segundo a Associated Press, foi organizado pela Federação das Mulheres Cubanas, uma organização de grande dimensão no país com fortes ligações ao governo cubano e ao Partido Comunista, fundada por Vilma Espín, cunhada de Fidel Castro.

A multidão agitava bandeiras do país, transportava cartazes, vestia t-shirts com as palavras “Abaixo o Bloqueio” e exibia ainda fotografias de Fidel Castro e de Espín, relata a mesma agência de notícias.

https://twitter.com/AinaGonzlez4/status/2041690265568567544

O protesto em Havana contou com a presença da vice-primeira-ministra de Cuba, Inés María Chapman, e a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros, Josefina Vidal. Ambas as líderes, em conjunto com Mariela Castro, filha da antiga primeira-dama (que morreu em 2007) e do ex-presidente Raúl Castro, lideraram a manifestação.

“Esta política de abusos tem de acabar”, disse a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros à Associated Press. “O povo cubano não merece isto. É o sistema de medidas coercivas mais abrangente, completo e duradouro alguma vez imposto contra um país inteiro”, acrescentou Josefina Vidal.

O bloqueio petrolífero dos Estados Unidos a Cuba está a reduzir significativamente a disponibilidade de combustível na ilha das Caraíbas, a par de outras sanções impostas pelo governo de Donald Trump. Os efeitos fazem-se sentir em várias áreas, com apagões frequentes, escassez de alimentos, aumento dos preços e cancelamento de aulas. Ainda assim, o impacto mais duro verifica-se no setor da saúde.

“Estou aqui a lutar pelo povo de Cuba”, revelou uma mulher que participou no protesto de terça-feira à AP. “Peço a Trump que nos deixe em paz. A situação está muito má por causa do bloqueio que nos impôs”, concluiu.