O exército sul-coreano informou esta quarta-feira que a Coreia do Norte disparou na terça-feira um “projétil não identificado” a partir da região de Pyongyang.
“O exército detetou na terça-feira um projétil não identificado lançado a partir da região de Pyongyang”, anunciaram as forças armadas sul-coreanas num comunicado, acrescentando que as “características técnicas” da arma estavam a ser analisadas pelos serviços sul-coreanos e norte-americanos.
O lançamento surge na sequência do pesar expresso na segunda-feira por Seul relativamente às incursões de drones civis sul-coreanos em território norte-coreano em janeiro. O Presidente Lee Jae-myung classificou-as de “irresponsáveis”, sublinhando que um responsável dos serviços de informações sul-coreanos tinha participado nessa operação.
“Embora não fosse essa a intenção do nosso Governo, expressamos o nosso pesar à Coreia do Norte pelas tensões militares desnecessárias provocadas pelos atos irresponsáveis e imprudentes de certas pessoas”, declarou Lee Jae-myung durante uma reunião do Conselho de Ministros.
Pyongyang tinha anunciado em janeiro ter abatido um drone equipado com “material de vigilância” perto da cidade norte-coreana de Kaesong, a poucos quilómetros da fronteira intercoreana, e prometido uma resposta “terrível” em caso de nova incursão de drones vindos do Sul.
O Ministério Público sul-coreano abriu um processo e três civis sul-coreanos foram acusados.
A poderosa irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, Kim Yo Jong, reagiu na segunda-feira, declarando que a atitude de Lee Jae-myung era “sensata”. “O nosso governo saudou esta decisão como sendo feliz e sensata”, afirmou.
Entretanto, no dia seguinte, terça-feira, um alto responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte classificou a Coreia do Sul como “o Estado inimigo mais hostil à RPDC“, utilizando as iniciais do nome oficial da Coreia do Norte.