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Ministro dos Negócios Estrangeiros critica visita do líder do PS à Venezuela

Depois de outros nomes do PSD — e até do PS — foi a vez de Rangel criticar Carneiro por visita "partidária" e "diplomacia paralela". Contactos para libertação de 6 luso-venezuelanos detidos continuam.

Agência Lusa
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, criticou esta terça-feira, no Parlamento, a visita do secretário-geral do Partido Socialista (PS) à Venezuela, garantindo que não foi coordenada com o Governo e que “não fez mossa”.

“A visita do PS não foi coordenada com o Governo, foi puramente partidária. Não imagino o que seria se fosse ao contrário”, declarou Paulo Rangel quando questionado sobre o tema na audição regimental da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

“Foi uma espécie de diplomacia paralela e o continuar de funções de quem já as teve no passado”, criticou, referindo-se a José Luís Carneiro, que foi secretário de Estado das Comunidades Portuguesas entre 2015 e 2019.

Durante a sua visita, com uma duração de quatro dias, José Luís Carneiro reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, esteve no Parlamento nacional e manteve contacto com as comunidades nos estados de Miranda, Arágua, Carabobo e La Guaira.

https://observador.pt/2026/03/24/socialistas-incomodados-com-visita-de-carneiro-a-venezuela/

Esteve agendada uma audiência com a Presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, que acabou por não ocorrer.

Por outro lado, o chefe da diplomacia portuguesa assegurou que têm sido feitos contactos com as autoridades venezuelanas com foco na libertação dos seis luso-venezuelanos que ainda se encontram detidos.

“Neste momento, temos seis luso-descendentes detidos que também têm acusações de delito comum. No entanto, as suas famílias afirmam que estas acusações são infundadas”, indicou.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, explicou, na audição parlamentar, que foi à Venezuela, entre 31 de março e 3 de abril, e que, no primeiro dia, se reuniu logo com o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil, tendo a questão dos detidos sido um dos temas debatidos.

“O ministro pediu-me que lhe indicasse o nome dos seis luso-venezuelanos detidos e essa informação foi rapidamente transmitida”, indicou, acrescentando que, entre outras reuniões e encontros, esteve com as famílias dos detidos.

Emídio Sousa referiu também que 25% da ajuda externa portuguesa é para a Venezuela, disse que o Governo está disponível para ajudar a reerguer a nação sul-americana e que Portugal apoia o levantamento de algumas sanções à Presidente interina, Delcy Rodríguez.

Os Estados Unidos da América efetuaram uma intervenção militar, no início do ano, na Venezuela que resultou na detenção do ex-Presidente Nicolás Maduro.

Maduro foi capturado pelas autoridades norte-americanas e transferido para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações relacionadas com narcotráfico e outros crimes.

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