Três homens armados envolveram-se num tiroteio com a polícia perto do consulado israelita em Istambul, na Turquia, esta terça-feira, tendo resultado na morte de um dos atacantes e em dois feridos, que se encontram detidos, segundo as autoridades turcas.
Um dos atacantes tinha ligações a uma “organização que explora a religião”, afirmou o ministro do Interior turco (equivalente ao Ministério da Administração Interna em Portugal) Mustafa Çiftçi, num comunicado citado por jornais como o Politico. Mais tarde, especificou que os três “terroristas” tinham sido “neutralizados” durante o confronto com a polícia, tendo um suspeito sido morto enquanto os outros dois — identificados como irmãos — foram capturados e ficaram feridos. Os três homens tinham viajado para Istambul a partir de outra cidade turca, Izmit, num veículo alugado.
Embora as autoridades turcas não tenham revelado o que motivou os atacantes, Tom Barrack, embaixador dos EUA na Turquia, defendeu na rede social X que se tratou de um ataque ao consulado israelita.
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Dois agentes da polícia ficaram ligeiramente feridos no ataque, disse o governador de Istambul, Davut Gul, aos jornalistas no local.
Segundo a agência Reuters não se encontrava nenhum funcionário israelita no consulado, que ocupa um piso do edifício perto de onde aconteceu o incidente. Aliás, os diplomatas israelitas abandonaram o consulado pouco depois do início da guerra entre Israel e o Hamas, no final de 2023, devido a preocupações de segurança. A informação é corroborada pelo governador de Istambul, Davut Gül, que descreveu o tiroteio como “uma ação que cheira a provocação”, salientando que a missão israelita não tem mantido qualquer presença diplomática ativa na cidade desde a guerra em Gaza. “Não há atividade no consulado há dois anos e meio”, afirmou, acrescentando que os investigadores estão agora a analisar possíveis ligações e motivos.
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Nos últimos anos, as relações diplomáticas entre a Turquia e Israel têm estado instáveis, com o Presidente turco a ser muitas vezes crítico das incursões militares de Israel em Gaza. Ainda esta segunda-feira, Recep Tayyip Erdogan acusou Israel de “minar todos os esforços” de paz no Médio Oriente, ao referir-se ao conflito contra o Irão que se estendeu a outros países da região.
A Turquia, juntamente com o Egito e através do Paquistão, tenta promover um cessar-fogo no Irão, numa altura em que a guerra desencadeada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel afeta toda a região do Golfo Pérsico.