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O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar esta terça-feira de comboio, numa mensagem em persa, publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.
“Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21h00, hora do Irão” (18h30 em Lisboa), escreveu o exército israelita na sua conta naquela rede social.
“A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo”, acrescenta a mensagem.
A ameaça ao ataque de infraestruturas civis iranianas – incluindo pontes e centrais de energia – foi esta segunda-feira reforçada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa conferência de imprensa em que reiterou o prazo dado a Teerão até às 20h00 desta terça-feira em Washington (01h00 de quarta-feira em Lisboa) para concluir um acordo que passe pelo desimpedimento à navegação pelo Estreito de Ormuz.
Neste contexto, e segundo uma fonte israelita à CNN, “Israel aguarda a decisão de Trump sobre os próximos passos”, mas tem “planos adicionais para as próximas semanas, à espera da aprovação dos Estados Unidos”.
Em resposta à ameaça de Trump, Teerão avisou os Estados Unidos e os países aliados na região que esperassem o mesmo tipo de resposta.
A única via rodoviária que liga a Arábia Saudita ao Bahrein foi esta terça-feira encerrada por motivos de segurança após alertas emitidos na região, informaram as autoridades sauditas.
“O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso por precaução”, afirmou a Autoridade Geral da Ponte Rei Fahd, o organismo que gere este conjunto de pontes com 25 quilómetros que liga os dois países.
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As declarações de Trump relativamente à possibilidade de um acordo com o Irão permitem perceber que Washington não aceitou a última contraproposta de Teerão, transmitida através do Paquistão, que consistia em 10 pontos, entre os quais se incluíam o fim das hostilidades na região, um protocolo de passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira que o exército israelita continua a eliminar altos funcionários, mas também a atacar fábricas iranianas, incluindo Pars Sul, a maior fábrica petroquímica do Irão.
Os meios de comunicação iranianos confirmaram ataques contra as empresas Mobin e Damavand, responsáveis pelo fornecimento de eletricidade, água e oxigénio ao complexo petroquímico de Pars Sul, que alberga as maiores reservas mundiais de gás natural.