O prazo para apresentar candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelo mau tempo que assolou Portugal em janeiro e fevereiro termina esta terça-feira.
O prazo foi fixado num despacho do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, publicado em Diário da República a 30 de março, e em declarações feitas no último fim de semana desse mês, o governante assumiu o compromisso de concluir os processos de apoio financeiro às habitações afetadas pela tempestade Kristin até 30 de junho.
“O nosso objetivo é acelerar o processo o mais possível”, afirmou, mas confirmando que “o dinheiro está a demorar a chegar”.
Das 30 mil candidaturas apresentadas até ao dia em que passaram dois meses da tempestade Kristin, só estavam decididas 3.200 processos, “pouco mais de 10%”, pelos quais foram pagos quatro milhões de euros, reconheceu Castro Almeida, recordando que estão disponíveis 250 milhões de euros nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
Pelo menos 19 pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, em finais de janeiro e inícios de fevereiro. O mau tempo fez ainda várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes decorreu de trabalhos de recuperação.
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Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.