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Supremo dos EUA abre caminho a arquivamento de condenação de Steve Bannon

Condenação aconteceu depois de influente aliado de Trump se ter recusado a obedecer ao Congresso, na investigação do ataque ao Capitólio. Departamento de Justiça de Trump defende arquivamento.

Mariana Lima Cunha
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Está mais próxima de cair a condenação de Steve Bannon, um dos mais influentes aliados e estrategas de Donald Trump, graças ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Esta segunda-feira, o tribunal “abriu caminho”, como escreve a Reuters, para que o Departamento de Justiça do país possa arquivar o processo.

Bannon tinha sido condenado em 2022 por dois crimes de desobediência ao Congresso norte-americano, por um júri em Washington, uma vez que não testemunhou nem providenciou documentos que lhe tinham sido exigidos pela comissão que investigou o ataque de 6 janeiro de 2021 ao Capitólio, levado a cabo por apoiantes de Trump.

Esta segunda-feira, o Supremo Tribunal negou a decisão de um tribunal de instância menor, que mantinha a condenação de Bannon, depois de o Departamento de Justiça ter pedido que fizesse isso mesmo, argumentando que a absolvição de Bannon seria “do interesse da justiça”.

Depois de o Supremo Tribunal ter, em 2024, rejeitado o pedido do aliado do Presidente para que pudesse sair da prisão enquanto os tribunais decidiam sobre o seu recurso, Bannon esteve quatro meses numa prisão de baixa segurança em Connecticut. Esta segunda-feira, o advogado de Bannon Evan Corcoran agradeceu a decisão do Supremo Tribunal: “Esvaziou uma condenação injusta, e assim validou uma regra fundamental — como o azeite e a água, a política e os processos judiciais não se misturam”. 

Já o Supremo Tribunal devolveu o caso ao tribunal de pequena instância para que repondere o processo “à luz da moção pendente para arquivar o processo”.

Como a Reuters escreve, esta é uma de “muitas ações” que o Departamento de Justiça tem tomado e que beneficiam seguidores e aliados de Trump desde que este voltou à Presidência, no ano passado.

Bannon foi um conselheiro chave para Trump na sua primeira campanha presidencial, em 2016, e seu estratega principal na Casa Branca até se terem zangado (fariam depois as pazes). Quando foi preso, disse ser um preso político, mas também ter-se sentido mais “poderoso” depois daquele período, e voltou a produzir novos episódios para o seu podcast “War Room”.

A comissão do Congresso diz que Bannon falou pelo menos duas vezes com Trump na véspera do ataque de 6 de janeiro e previu no seu podcast que “amanhã vai ser o caos total”. Bannon usou argumentos como a necessidade de manter algumas comunicações do Presidente privadas para não responder. Trump perdoou as pessoas envolvidas no ataque ao Capitólio nesse dia, incluindo as que atacaram polícias.