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(A) :: Responsável por "matar judeus" pelo mundo fora. Quem era Asghar Bagheri, comandante iraniano morto por Israel

Responsável por "matar judeus" pelo mundo fora. Quem era Asghar Bagheri, comandante iraniano morto por Israel

Israel matou mais um comandante de topo iraniano, desta vez o responsável por operações noutros países e também "contra norte-americanos". Chefiava uma das unidades mais secretas.

Mariana Lima Cunha
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Um novo ataque israelita trouxe uma nova, e importante, baixa às forças iranianas, com a morte do comandante da unidade de operações especiais da Força Quds (a unidade 840), Asghar Bagheri, este domingo, num ataque aéreo — uma notícia conhecida pouco depois de ter sido anunciada pela imprensa estatal iraniana a morte do chefe dos serviços secretos da Guarda Revolucionária do Irão, Majid Khademi.

A unidade 840 é um ramo particularmente secreto das forças iranianas, explicam os meios israelitas que noticiaram a morte de Bagheri, avançada pelo exército do país. As próprias forças israelitas não dispunham de uma fotografia de Bagheri, tendo anunciado a sua morte nas redes sociais com a imagem de uma silhueta cinzenta e indefinida.

https://twitter.com/IDF/status/2041130251292484054

O que se sabe é que Asghar Bagheri era um comandante de topo, que liderava uma unidade que se encarregava de concretizar “operações de terror a nível internacional” e é responsabilizado por Israel por muitos dos ataques contra o país, mas também contra “norte-americanos”, adianta a imprensa israelita.

“Bagheri teve uma série de posições seniores dentro da unidade Quds, no contexto das quais avançou com vários esforços e esteve envolvido em ataques que tiveram por alvo indivíduos israelitas e norte-americanos por todo o mundo”. O Jerusalem Post acrescenta que o seu objetivo seria também atacar “judeus” pelo mundo fora.

Bagheri liderava esta unidade em concreto desde 2019 e, segundo o exército de Israel, planeou ataques terroristas dentro de Israel, mas também na Síria e no Líbano, tendo também atingido alvos como soldados israelitas na fronteira entre o país e a Síria, “usando operacionais sírios”, lê-se no comunicado lançado para anunciar a morte.

O responsável iraniano pleanearia “pessoalmente” estes ataques, mas também o faria com o seu vice, Mohammed Reza Ansari, e com a “ajuda” de Qassem Salah Al-Husseini, responsável iraniano que foi morto perto de Beirute em 2025.

As forças israelitas alegam ainda que Bagheri “trabalhou para transferir armas do Irão para Israel” e concluem que a sua morte “é parte dos danos significativos que o exército israelita está a infligir à Unidade de Operações Especiais Quds, e constitui mais um golpe na capacidade da unidade para levar a cabo ataques terroristas contra Israel e os seus civis”.