
A frase
“MICROSOFT SOB MÍSSEIS: O CORAÇÃO TECNOLÓGICO DE BEER SHEVA É ATINGIDO”
— Utilizador de Facebook, 03 de março de 2026
Ainda antes de o Irão ter ameaçado atacar as filiais das empresas tecnológicas norte-americanas no Golfo, começaram a circular nas redes sociais, no início de março, imagens que alegadamente mostram o impacto de um ataque iraniano num edifício da multinacional Microsoft, em Israel. “MICROSOFT SOB MÍSSEIS: O CORAÇÃO TECNOLÓGICO DE BEER SHEVA É ATINGIDO. Uma bomba no mundo da tecnologia esta segunda-feira, 2 de março de 2026!”, lê-se numa das publicações.
“O Canal 11 de Israel acaba de confirmar que o mais recente ataque de mísseis iranianos atingiu diretamente o complexo científico de Beer Sheva”, continua a mesma publicação.

Na fotografia, pode ver-se um edifício parcialmente destruído e em chamas. Em frente ao edifício, que no topo tem o logótipo da Microsoft, estão um camião dos bombeiros e vários operacionais.
A cidade de Beer Sheva, no centro de Israel, tem um parque tecnológico de grande dimensão, no qual estão instaladas empresas como a Microsoft. Em junho de 2025, durante a Guerra dos 12 Dias, destroços de um míssil lançado pelo Irão (e intercetado pelas defesas aéreas israelitas) caíram perto do parque tecnológico daquela cidade, causando um incêndio.
Contudo, em relação ao alegado ataque do início de março, não há qualquer notícia sobre a destruição do edifício da Microsoft.
A fotografia em causa, que simula o grafismo de um canal de notícias, foi gerada com recurso a Inteligência Artificial, como confirma, por exemplo, o site SightEngine, que aponta para uma probabilidade de 76% de a imagem ter sido gerado com IA.
Conclusão
O edifício da Microsoft em Beer Sheva, Israel, não ficou destruído durante um ataque iraniano em março. A imagem que circula nas redes sociais é falsa e foi gerada com recurso a IA.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.