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Israel e os Estados Unidos realizaram esta segunda-feira uma série de ataques que mataram mais de 25 pessoas no Irão, de acordo com as informações recolhidas pela Associated Press.
Teerão respondeu com disparos de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo, à medida que se aproxima o prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para que Teerão volte a abrir o Estreito de Ormuz.
Mais de 1.900 pessoas foram mortas no Irão desde o início da guerra, mas as autoridades de Teerão não atualizam o número de vítimas há vários dias.
No Líbano, país invadido por Israel por via terrestre, mais de 1.400 pessoas foram mortas e um milhão de civis foram obrigados a deslocar-se dos locais de residência por causa da guerra.
Onze soldados israelitas morreram no Líbano em combates contra o Hezbollah (Partido de Deus), grupo xiita apoiado pelo Irão.
Nos países árabes do Golfo e na Cisjordânia ocupada, morreram mais de duas dezenas de pessoas, e foram registadas 19 mortes em Israel.
Pelo menos 13 militares norte-americanos foram mortos desde 28 de fevereiro, data do início da guerra.
No domingo, Donald Trump ameaçou atacar as centrais elétricas e outras infraestruturas do Irão, fazendo o país “regredir à Idade da Pedra” caso não seja alcançado um acordo com Teerão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
O prazo termina esta segunda-feira à noite (hora de Washington) sendo que, até ao momento, Teerão não demonstrou qualquer intenção de recuar.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, classificou as ameaças de ataques às infraestruturas do Irão como irresponsáveis.
O petróleo Brent, referência internacional, subiu para 109 dólares no início da sessão de negociação de segunda-feira, cerca de 50% acima do valor registado no início da guerra.
O Irão permitiu a passagem de alguns cargueiros pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra, mas impediu a passagem a navios dos Estados Unidos e de Israel.
O movimento marítimo em Ormuz caiu mais de 90% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Além das ameaças militares de Trump, continuam em curso esforços diplomáticos para tentar encontrar uma solução que permita a reabertura do estreito.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã anunciou que os vice-ministros dos Negócios Estrangeiros e especialistas do Irão e de Omã reuniram-se para discutir propostas que garantam a navegação.
O Egito informou que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Badr Abdelatty, falou com o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, além dos homólogos turco e paquistanês.
A Rússia afirmou que Araghchi também estabeleceu contactos com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.